domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma Rousseff é eleita presidente da República

Dilma Rousseff vai governar o Brasil nos próximos quatro anosDilma Rousseff (PT) será a primeira mulher a governar o poder Executivo no Brasil. A candidata eleita, obteve, até o momento 56% dos votos. O anúncio foi feito, há pouco, pelo presidente do Tribunal Superior eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski. José Serra (PSDB) obteve, até agora, 44% dos votos. Até as 21h43, 99,51% haviam sido apuradas.
Os votos válidos somam 99.034.640, equivalente a 93,3%. Os votos brancos somam 2,31% e nulos 4,40%. Devido ao feriado prolongado, muitos eleitores deixaram de votar neste segundo turno. Até o momento a abstenção registrada é de 21,45%.
De acordo Lewandowski, o tempo de apuração foi recorde mundial, já que às 20h04 já se tinha o resultado.
Dilma Rousseff
Nasceu atualmente em Belo Horizonte (MG) e tem atualmente com 62 anos. É filha do búlgaro Pétar Rousseff, naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff e da brasileira Dilma Silva. A candidata casou-se duas vezes. O segundo casamento aconteceu em 1969, com o advogado Carlos de Araújo, com quem teve sua única filha, Paula.
Trajetória política
Formada em economia, ocupou os cargos de secretária da Fazenda da prefeitura de Porto Alegre (RS). Presidente da Fundação de Economia e Estatística do estado do Rio Grande do Sul e secretária de Estado de Energia, Minas e Comunicações, no mesmo estado, em dois governos: Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). Em 2003, assumiu o Ministério de Minas e Energia e, em 2005, ocupou o cargo de ministra-chefe da Casa Civil.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

“PEGUE, MIGUELZINHO, PEGUE”

Dom Bosco, em Setembro de 1845, assim fez o primeiro contato com um pobre menino, que tinha perdido o seu pai havia dois meses. O jovem queria receber do padre a medalha que estava distribuindo aos seus meninos, mas ao chegar a sua vez haviam-se acabados. O pobre padre sem ter o que oferecer ao menino decidiu então estender a mão esquerda e com a direita fingir cortá-la e oferecer ao menino a metade. o menino sem entender o que estava fazendo aquele padre ficou sem reação diante da cena e o padre lhe disse que de agora em diante tudo entre eles seria dividido.

Esse foi o encontro de Dom Bosco com o seu primeiro sucessor, Miguel Rua que de início não entendeu nada.

O padre Rua foi chamado, no processo de canonização de Dom Bosco, um outro Dom Bosco, porque soube fazer-se presente nos momentos difíceis e nos momentos alegres da vida do santo, antes de ser reitor-mor da Sociedade de São Francisco de Sales. Foi um grande companheiro de Dom Bosco, tanto é que o padre Rua nasceu 22 anos depois de D. Bosco e morreu exatamente 22 anos ápos.

Pe. Rua foi diferente de Dom Bosco em vários aspectos. “D. Bosco sonhou com a obra, Pe. Rua realizou a obra; D. Bosco cria com a ajuda de muitos o sistema preventivo, Pe. Rua desenvolve com os mesmos colaboratores adultos o sistema educativo herdado.” (P. Braido e Franscesco Motto)

Miguel Rua nasceu em 09 de junho de 1837 em Turim, aos 08 anos perdeu seu pai; aos 14 o irmão Luís Tomás; aos 16 o irmão João Batista, deixando-o assim só com a sua mãe. De 1848–50 frequentou a escola elementar (ensino fundamental) e começou a frequentar o oratório no refúgio da Marquesa Barolo, sem a aceitação de sua mãe, pois via aqueles meninos que ali estavam como marginais. Participou da copanhi a de S. Luis, do oratório, e dos exercícios espirituais que D. Bosco aplicava a seus jovens, ajudando-o assim a ficar mais próximo de Deus.

Em julho de 1853 entrou para o seminário de Turim e poucos dias depois foi encarregado de ajudar D. Bosco no oratório. Já revestido com as vestes clericais, em 26 de janeiro de 1854 participou de uma reunião informal que depois deu a vida à associação dos Salesianos e em 15 de março de 1855 pelas mãos de D. Bosco fez os votos privados de pobreza, castidade e obediência e em fevereiro de 1858 acompanhou d. Bosco na visita ao Santo Padre, visita esta que daria a início à Sociedade Salesiana. Em 29 de julho de 1860 foi ordenado sacerdote.

Pouco tempo depois o jovem padre foi enviado como o primeiro diretor de uma casa salesiana para cuidar de jovens que aspiravam a vida sacerdotal e junto a ele estava a sua mãe que agora aceitava e ajudava no trabalho com aqueles que antes eram considerados como marginais. O Pe. Rua se saiu muito bem como diretor de uma casa salesiana sem a presença fisica de D. Bosco e com isso ainda com os votos trienais foi eleito pelo capitulo superior como prefeito da Sociedade Salesiana, dando-lhe a confiança de administrar e acompanhar nas atividades o superior geral da sociedade, ajudou a D. Bosco na preparação das constituições dos futuros salesianos.

Com a morte de D.Bosco, em 1888, foi eleito pelos salesianos o primeiro reitor-mor da Sociedade de São Francisco de Sales, os Salesianos, e com esse título o pe. Rua trabalhou e fortificou muito a sociedade. A congregação cresceu cerca de 520%; os salesianos chegaram a mais de quatro mil; fizeram-se 31 expedições missionárias; o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora chegou a cerca de 2716 irmãs e 320 casas espalhadas em 22 países, os salesianos cooperadores chegaram a 300 mil.

Pe. Rua não deixou com que o carisma morresse; continuou com o projeto de espiritualidade de D. Bosco; ajudou muito na animação da congregação; enviou muitas cartas aos salesianos e salesianas com que não tinha contato pessoal; Foi uma presença muito forte e próxima das salesianas; viveu à alegria de ter visto D. Bosco, no dia 24 de julho de 1907, ser declarado venerável.

Miguel Rua morreu em 06 de abril de 1910 em turim, com a mesma idade de D. Bosco aos 72 anos de idade e em 1922 foi aberto o seu processo de beatificação. em 29 de outobro de 1972 foi declarado por Paulo VI bem-aventurado, sua memória liturgica é celebrada em 29 de outubro.

Podemos dizer que Miguel Rua foi e sempre será outro D. Bosco na Sociedade de São Francisco de Sales e nos convoca a sermos iguais, e até mesmo melhores do que ele na salvação dos jovens. Com alegria comemoramos neste ano o centenario da morte de Miguel Rua homem que doou a sua vida pela obra salesiana.

Bruno Ferreira de Andrade
Pré-noviço Salesiano

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Arcebispo de Aparecida é nomeado cardeal

O Arcebispo de Aparecida e atual presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Dom Raymundo Damasceno Assis

O Papa Bento XVI anunciou que o Arcebispo de Aparecida e atual presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) , Dom Raymundo Damasceno Assis, está na lista dos 24 novos cardeais que serão criados no Consistório do próximo dia 20 de novembro.

"Os Cardeais têm a missão de ajudar o Sucessor do Apóstolo Pedro no cumprimento de sua missão de princípio e fundamento perpétuo e visível da comunhão na Igreja (cf. Lumen gentium, n. 18)", explicou o Santo Padre ao fazer o anúncio, logo após a Catequese.

Os novos cardeais provêm de quatro continentes: 15 europeus (incluindo 10 italianos); 4 africanos e americanos, 1 asiático.

Este será o terceiro Consistório do Pontificado de Bento XVI. Os cardeais chegarão a um total de 203, dos quais 121 eleitores.

Da Redação, com Rádio Vaticano (em italiano - tradução de CN Notícias)
Carta do Papa aos seminaristas
Queridos Seminaristas,

Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta "nova Alemanha" estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma "profissão" do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objeções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: "Até os cabelos da vossa cabeça estão contados". Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.

O Seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote sozinha. É necessária a "comunidade dos discípulos", o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos. Com esta carta, quero evidenciar – olhando retrospectivamente também para o meu tempo de Seminário – alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos.

1. Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um "homem de Deus", como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do "big-bang". Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar conosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contato com Deus. Quando o Senhor fala de "orar sempre", naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contato interior com Deus. Exercitar-se neste contato é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo fato de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.

2. Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas. Para além do mais, São Cipriano interpretou a súplica do Evangelho "o pão nosso de cada dia nos dai hoje" dizendo que o pão "nosso", que, como cristãos, podemos receber na Igreja, é precisamente Jesus eucarístico. Por conseguinte, na referida súplica do Pai Nosso, pedimos que Ele nos conceda cada dia este pão "nosso"; que o mesmo seja sempre o alimento da nossa vida, que Cristo ressuscitado, que Se nos dá na Eucaristia, plasme verdadeiramente toda a nossa vida com o esplendor do seu amor divino. Para uma reta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.

3. Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o fato de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos, mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.

4. Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. É certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado. Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande patrimônio da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos "Povo de Deus".

5. O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma "norma da doutrina", à qual fomos entregues no Batismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: "Sempre prontos a responder […] a todo aquele que vos perguntar 'a razão' (logos) da vossa esperança" (1 Ped 3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário. Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura, na sua unidade de Antigo e Novo Testamento: a formação dos textos, a sua peculiaridade literária, a gradual composição dos mesmos até se formar o cânon dos livros sagrados, a unidade dinâmica interior que não se nota à superfície, mas é a única que dá a todos e cada um dos textos o seu pleno significado. É importante conhecer os Padres e os grandes Concílios, onde a Igreja assimilou, refletindo e acreditando, as afirmações essenciais da Escritura. E poderia continuar assim: aquilo que designamos por dogmática é a compreensão dos diversos conteúdos da fé na sua unidade, mais ainda, na sua derradeira simplicidade, pois cada um dos detalhes, no fim de contas, é apenas explanação da fé no único Deus, que Se manifestou e continua a manifestar-Se a nós. Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecumênica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canônico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor. Agora não quero continuar o elenco, mas dizer-vos apenas e uma vez mais: Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja, a qual, com a sua autoridade, não é um pólo oposto à ciência teológica, mas o seu pressuposto. Sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior.

6. Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente "íntegro". Por isso, a tradição cristã sempre associou às "virtudes teologais" as "virtudes cardeais", derivadas da experiência humana e da filosofia, e também em geral a sã tradição ética da humanidade. Di-lo, de maneira muito clara, Paulo aos Filipenses: "Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento" (4, 8). Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura. Entretanto o sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim. É função dos padres confessores e dos vossos superiores acompanhar-vos e ajudar-vos neste percurso de discernimento. É um elemento essencial do vosso caminho praticar as virtudes humanas fundamentais, mantendo o olhar fixo em Deus que Se manifestou em Cristo, e deixar-se incessantemente purificar por Ele.
7. Hoje os princípios da vocação sacerdotal são mais variados e distintos do que nos anos passados. Muitas vezes a decisão para o sacerdócio desponta nas experiências de uma profissão secular já assumida. Frequentemente cresce nas comunidades, especialmente nos movimentos, que favorecem um encontro comunitário com Cristo e a sua Igreja, uma experiência espiritual e a alegria no serviço da fé. A decisão amadurece também em encontros muito pessoais com a grandeza e a miséria do ser humano. Deste modo os candidatos ao sacerdócio vivem muitas vezes em continentes espirituais completamente diversos; poderá ser difícil reconhecer os elementos comuns do futuro mandato e do seu itinerário espiritual. Por isso mesmo, o Seminário é importante como comunidade em caminho que está acima das várias formas de espiritualidade. Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.
Queridos seminaristas! Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração. Rezai também por mim, para que possa desempenhar bem o meu serviço, enquanto o Senhor quiser. Confio o vosso caminho de preparação para o sacerdócio à proteção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça. A todos vos abençoe Deus onipotente Pai, Filho e Espírito Santo.
Dado no Vaticano, aos 18 de Outubro - Festa de São Lucas, Evangelista - do ano de 2010.

Vosso no Senhor.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Noviciado Salesiano

O noviciado é uma etapa do processo formativo proprio dos Institutos de Vida Consagrada. É um tempo intenso de discernimento e de vivencia da carismatica vida religiosa que se deseja viver, de acordo com a espiritualidade do Fundador. Assim, para nós Salesianos de Dom Bosco, sao 12 meses de verdadeira experiencia da VIDA SALESIANA.

O tempo de noviciado varia de acordo com as normas congregacionais; o mínimo exigido sao 12 meses; há quem faça em dois anos, sendo muito tempo aplicado em experiencias pastorais de acordo com o carisma institucional. Na verdade o noviciado começa quando o noviço se abre totalmente ao seu mestre (que é o religioso padre ou irmáo que irá acompanhar o discernimento do noviço). Assim, o noviciado é resultado de intensa interaçao mestre/noviço; portanto é necesaria abertura e acolhimento de ambas as partes.

Esse discernimento é sempre feito diante do Senhor que chama, e ao qual queremos SEGUIR mais de perto, de acordo com a leitura institucional (ex: salesiano, jesuita, redentorista). Sem vida intensa de ORAÇAO, náo se faz noviciado o mesmo podemos dizer sobrre a LECTIO DIVINA...

Os estudos sáo especificos: o fundador, seu carisma, suas Constituiçoes, suas tradiçoes, sua historia e tudo bem solidificado numa profunda Teologia da Vida Religiosa; dai a importancia de conhecer a Historia do monaquismo, das ordens religiosas, das congregaçoes, dos institutos seculares, das sociedades de vida apostolica, dos novos movimentos e ou associaçoes de fieis; é uma riqueza imensa que o Espirito Santo suscita na Igreja.

Para nós SDB o noviciado é o momento de exercicio na Vida Comunitaria, na pratica dos Conselhos Evangelicos de Obediencia, Pobreza e Castidade e na demonstraçao do Amor aos Jovens, nossos destinatarios.

Bem Vindos ao Noviciado.

Pe. Gilberto Pierobom, sdb
Mestre de Noviços

domingo, 17 de outubro de 2010

Futuros Noviços e Futuro Assistente

No ano de 2011 o Tirocinante Fabio Aurélio, sdb será assistente do noviciado. A senhorita na foto é a Rosana, nossa psicóloga.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Visita do Padre Inspetor na construção do Oratório Novo Horizonte

O inspetor salesiano Pe. Marco Biaggi visitou hoje, sexta-feira, 15, o andamento das obras do Oratório Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Novo Horizonte, em Lorena.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

RETIRO E CONVIVENCIA EM SÃO CARLOS


De 9 a 11 de outubro, acompanhados do pe. dirertor do pré-noviciado, Pe. Dilson, e do assistente William de Lima, os futuros noviços salesianos, realizaram o retiro e convivência no Noviciado, em São Carlos. Um experiencia muito edificante e de muita alegria. Segue abaixo alguns testemunhos.

Conhecemos um ilustre salesiano: Pe. Gilberto Pierobom, que junto com a sua comunidade (noviços: Alcy, Luís Paulo e Hevandrus; os assistentes Santana e João Gabriel, o Pe. Alcides, e o irmão José) nos deram a honra de apresentar a vida salesiana no noviciado com muita sinceridade e simplicidade.

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“Viver, e não ter a vergonha de ser feliz...” Com este trecho de música coloco a síntese da minha convivência em São Carlos.
Como comunidade tivemos a chance de experimentar um pouco de Deus na nossa escolha de vida e com os nossos destinatários, os jovens. Foram dias belos, vivi com o coração e escolhi ser feliz!

Luís Matheus LG, Pré- Noviço Salesiano.
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Os dias vividos em São Carlos foram dias especiais, a convivência com aquela comunidade mostrou o quanto vale a pena passar aquele ano ali e viver uma vida de entrega a Deus e aos jovens que tanto pedem nossa ajuda. Agradeço de coração a acolhida de todos e estão sempre em minhas orações.

Gabriel C. Pozzi, Pré- Noviço Salesiano.
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"Os dias que passamos na comunidade do noviciado para mim foram de intensa provocação, mediante o modo como desejo responder ao chamado de Deus. Pude sentir que as coisas de Deus são simples e ao mesmo tempo bastante exigentes. Penso que, lidar consigo mesmo é uma tarefa árdua, sobretudo porque o principal motivo desse processo de auto-conhecimento será em função de muitas outras pessoas, principalmente os jovens. Posso testemunhar: Foi muito Bom!"

Eraclides
, Pré- Noviço Salesiano.
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A convivência em São Carlos foi de grande importância, pois tive na prática um pedaço do que irei viver no ano de 2011. Sinto o quanto me ajudou a arrancar alguns “mitos”, sobre a nova etapa de formação.
Ver e viver os quatro dias em São Carlos foi uma graça de divina, um mergulho na espiritualidade de Dom Bosco.

Emerson, Pré- Noviço Salesiano.
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Esses dias que pudemos passar em convivência no noviciado, sobretudo com o mestre e com os noviços foi de suma importância para a nossa visão do que é o noviciado. Lá pudemos antecipar a convivência fraterna e a experiência mais radical de vida comum, de vida posta em comum aos irmãos e àqueles que Deus nos enviar. Tal convivência foi repleta de um clima de alegria e de descoberta de nossa parte, e de acolhimento e atenção por parte dos que moram na casa. Foi realmente muito bom.

César, Pré- Noviço Salesiano.
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O historiador de D. Bosco, Alberto Caviglia, disse na conferência sobre o espírito Salesiano que: “O Salesiano sem Bondade não é salesiano”. Quanta bondade foi possível ver nesse encontro em São Carlos e porque não dizer que bondade foi o início de muitas alegrias que nos foram passadas e com toda essa motivação é possível cativar pessoas para continuar a obra de D. Bosco. Muito obrigado por tudo a aqueles salesianos que lá moram e trabalham.

Bruno, Pré- Noviço Salesiano.
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Nestes dias que passamos de convivência e retiro no Noviciado, pude conhecer melhor ainda o espírito salesiano e a alegria de trabalhar com a juventude e a vivência em comunidade. No entanto gostaria de citar pontos em destaques como: a acolhida do Padre Mestre e suas palestras, o bate papo com os noviços as pastorais realizadas para assim ter o contato com os jovens e também o retiro realizado, assim pude concretizar melhor ainda a minha vocação.
Agradeço a todos que fizeram parte deste Retiro muito especial!!!!
Abraço Fraterno,

Rodrigo Rossato, Pré- Noviço Salesiano.
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Esses dias de convivência em São Carlos foram mais uma oportunidade de tocar o carisma salesiano de perto, através da vivência na casa que é como se fosse o ventre materno de todo salesiano. Nos trabalhos realizados, nos momentos de pastoral, e naqueles recreativos pude perceber a alegria que o salesiano é chamado a construir. Santidade e alegria... Essas duas palavras resumem tudo.

Gerson, Pré- Noviço Salesiano
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Esse final de semana vivenciado no noviciado foi muito bom. Pude viver um pouco daquilo que será um ano de uma intensa experiência com Deus, com a espiritualidade e o carisma salesiano. Os momentos de partilhas, brincadeiras, do oratório, de retiro trouxeram mais entusiasmo, alegria em poder atender a esse chamado de Deus como Dom Bosco fez. E é no noviciado que será construído todo esse alicerce à vida salesiana.

William, Pré- Noviço Salesiano.
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Dias de grande alegria! Conhecemos e fomos conhecidos! A cidade, as pessoas, o noviciado, os noviços, os assistentes, o mestre de noviços... Conhecê-los foram de grande importância para compreender o próximo passo no caminho da vida religiosa salesiana. O clima de alegria e a fraternidade do pré-noviciado com o noviciado é na certa um grande presente para Jesus Cristo! Juntos com Dom Bosco!

Ronaldo, Pré- Noviço Salesiano.
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A experiência em São Carlos foi muito boa!Pude perceber que ali e um verdadeiro centro de formação de um salesiano.Quero agradecer pela acolhida!!!

Valeu a todos!!!!!!!

Renan, Pré- Noviço Salesiano.
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Inesquecível! Foi bom passar uns dias fora para refletir um pouco sobre tudo, momentos de alegria, de sentir verdadeiramente o carisma salesiano, fazendo despertar ainda mais em nós um entusiasmo para o noviciado. O valor das coisas não esta no tempo que elas duram mais na intensidade com que acontecem.
E vamos que vamos!

Thiago, Pré- Noviço Salesiano.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA APARECIDA


Na História da Salvação identificamos a participação de mulheres fortes, singelas e corajosas, entre elas Maria. Os textos bíblicos referentes à participação de Maria na História da Salvação são poucos, contudo, a narrativa das Bodas de Caná (Jo 2); o Anúncio da Encarnação de Jesus, a visita à Izabel e o Cântico dos Filhos de Deus (Magnificat), no evangelho segundo Lucas, além de outras citações referentes aos momentos importantes da vida do Salvador, como a Paixão, colocam em evidência a grandeza de uma mulher de fibra, que é Maria.

Todos os relatos apresentados sobre Maria nos evangelhos são coroados nos Atos dos Apóstolos. Depois da Ascensão os discípulos contaram com a companhia de “algumas mulheres, dentre elas Maria, a mãe de Jesus” (At 2,14). Esse pequeno detalhe relatado por Lucas no seu segundo livro nos proporciona a segurança de poder contar com Maria na caminhada de fé.

Quando no Brasil veneramos Maria sob o título de Nossa Senhora Aparecida, na verdade estamos nos apropriando do sentido da Sagrada Escritura, que valoriza todos e todas na obra da salvação. Como discípulos missionários, na companhia da Mãe de Jesus, almejamos o Reino de Deus.

A realidade envolvente de Aparecida revela a graça de Deus que tocou o chão brasileiro, que movimentou as águas do Rio Paraíba. Deus tocou o coração de pescadores, de gente simples, de gente capaz de compreender, sentir e testemunhar sua presença vivificante e restauradora.

Maria é testemunha do Ressuscitado, é animadora da vida cristã, cantora do amor de Deus.

Que a singeleza da pequena imagem de Aparecida desperte nos nossos corações o desejo de sermos mais simples e humildes, à serviço dos mais pobres.

Eraclides
Pré-Noviço Salesiano

domingo, 10 de outubro de 2010

Santa Teresinha: do Carmelo ao mundo.

Em outubro a Igreja nos propõe a sempre oportuna reflexão sobre as missões. Esse tema é elemento constituinte de sua própria identidade, isto é, de ser Igreja Missionária. No primeiro dia do mês, a mesma oferece o modelo de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, ou, como é popularmente conhecida, Santa Teresinha, colocando-a na dignidade de padroeira das missões, não sem um sólido fundamento. De fato, essa santa do século XIX em pouco tempo ficou mundialmente conhecida entre o meio católico e também não-católico, sendo gérmen de muitas reflexões e espiritualidade. É, pois, de grande valia aproveitar da vida e ensinamentos desta, para entendermos melhor a importância da missão para os fieis batizados.
O papa Bento XVI, em sua mensagem por ocasião do Dia Missionário deste ano, fala com um acentuado entusiasmo: “...os homens do nosso tempo, talvez nem sempre conscientemente, pedem aos crentes não só que "falem" de Jesus, mas que "façam ver" Jesus, façam resplandecer o Rosto do Redentor em cada ângulo da terra diante das gerações do novo milênio”. Na santa de Lisieux, sem dúvida, palpitou sempre esse santo desejo, até mesmo de, se preciso fosse, chegar ao martírio pelo anúncio do nome de Jesus. Contudo, manteve-se sempre, durante seu curto período de vida, “escondida” sob as asas carmelitas. Como então, esta jovem religiosa, humanamente tão limitada, atraiu e continua atraindo pessoas do mundo inteiro que são tocadas e levadas a uma experiência com o Cristo? Dessa indagação deriva talvez mais oportuna contribuição que a “santa das rosas” faz à Igreja.
A grande novidade teresiana, que nasce justamente de uma experiência com a sempre nova mensagem evangélica. Esta novidade pode ser obtida pelas palavras daquele que a proclamou Doutora da Igreja: “O próprio Jesus lhe mostrou como haveria de viver essa vocação: praticando em plenitude o mandamento do amor, haveria de imergir-se no coração mesmo da missão da Igreja, sustentando os anunciadores do Evangelho com a força misteriosa da oração e da comunhão.” O que João Paulo II ressalta aqui é a grande dimensão universal que Teresa soube interpretar da vocação missionária. Esta demonstrou que mesmo limitada pelas santas grades do Carmelo, poderia ser missionária autêntica pela forte experiência que fazia com o Cristo Ressuscitado; desta forma, argumentará também o papa, confere a todo o batizado uma faculdade mística de missionário ad gentes.
A oração não exclui a ação. Todavia, não é, absolutamente, nesse sentido que Teresa caminhará. O que a Igreja bem pôde entender de sua interpretação evangélica, foi a primazia do encontro com Jesus que deve estar na vida de todo missionário, dependendo disso os frutos de seu apostolado.
Esse caráter universal que Teresinha dá às missões lhe confere o título de padroeira das missões e, posteriormente, Doutora da Igreja Universal. Sigamos seu exemplo e deixemos nosso coração ser dilatado pelo amor de Jesus Cristo, para, como as palavras de Bento XVI já citadas acima, sermos testemunhas críveis do amor de Deus a todos os irmãos não só pelas nossas sempre limitadas, porém necessárias, ações, mas pelo contínuo abandono, como “criançinhas”, nas mãos do Divino Agricultor, que é primeiro responsável pelo êxito da germinação evangélica no coração humano.

Gerson
Pré-noviço Salesiano



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dom Bosco e os Franciscanos

Na vida dos grandes santos, a presença da mãe na formação dessas extraordinárias personalidades é quase uma constante.
Com Dom Bosco não foi diferente:
João Bosco, que desde cedo mostrou grande interesse e aptidão pelos livros, recebeu estímulo e força daquela camponesa simples e analfabeta.
Foi estudar com o Padre Calosso, que ficara admirado com a dedicação, a força de vontade e a prodigiosa memória do garoto.
Para completar os estudos no seminário, dom Bosco foi sapateiro, garçom, alfaiate, e até deu aulas à noite para os colegas.
Não foram poucos os sacrifícios, desafios e provações pelos quais passou Dom Bosco em cada passo que dava.
Agora, com 19 anos, devia decidir que caminho tomar.
Se pudesse entraria para o clero diocesano, mesmo não sentindo atração pela vida paroquial. Queria ser padre para cuidar dos jovens. No fundo, o problema eram as taxas, os altos custos dos estudos. Não achava justo exigir mais estes sacrifícios da mãe e do irmão José. Nem eles querendo os podiam fazer. Mantinham porém, a fé em Deus. Alguma luz havia de acender.
O convívio com os Frades Franciscanos do Convento da Paz, pareceu atrair-lhe para a vida religiosa. Ainda mais que os Frades o acolhiam de braços abertos, dispensando toda questão financeira.
Mas outra vez um sonho alertava Dom Bosco de que no Convento da Paz ele não encontraria a paz. Margarida foi comunicada, deveria dissuadir o filho de dar este passo. Sobretudo porque, sendo pobre e com o avançar da idade haveria de precisar do amparo do filho que só viria caso tornasse Padre e não como Frade.
Naquela época, procurar o seminário, era buscar uma segurança econômica. Era alcançar junto à famílias ricas o papel de mestre, preceptor, ou ainda, engajar-se como professor bem remunerado nas universidades. Muitos se ordenavam sem o mínimo de vocação. Daí advinham escândalos, egoísmos e ganâncias de riquezas e poderes.
Margarida tinha, na sua simplicidade de humilde lavradora, o dom do discernimento, que o espírito de Deus lhe infundia.
Iluminada por Ele, nunca poderia aceitar ver o filho como um sacerdote indigno.
Margarida rezou, refletiu e decidiu. Teve com o filho um diálogo célebre:
__ É verdade que queres ser religioso?
__ Sim, mamãe. Creio que não vai se opor.
__ O que quero é que examine seriamente o passo que você quer dar. Depois siga a sua vocação sem se preocupar com ninguém.
__ A primeira coisa é a salvação de sua alma. O pároco está pensando na necessidade que eu possa ter no futuro. Mas nessas coisas eu não entro, pois antes de tudo está Deus Não te preocupes comigo. Eu, de você, não quero nada. Escute bem.
Nasci na pobreza, tenho vivido na pobreza, quero morrer na pobreza. E guarde bem o que te digo: Se você decidir ser Padre diocesano e, por desgraça, um dia se tornar rico, eu jamais irei visitá-lo. Lembre-se bem disto.
A atitude de Margarida te uma conotação profunda com a sua fé e o seu conceito do sacerdócio
Dom Bosco formou-se com muito esforço e naquele dia, a mãe, esta admirável camponesa modesta e rude, ainda lhe disse:
__ Meu filho, agora que você é padre, pense só em ajudar os outros que não tiveram a sua sorte.
Não se preocupe comigo. Nossa Senhora tomará conta de nós.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Aniversário do Felipe



Parabéns Felipe!!!
Que Deus Pai continue abençoando a sua vida realizando sonhos e esperanças!
Você faz parte desta história!!!
Juntos com Dom Bosco!!!
Feliz Aniversário!!!