quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Os três pedidos de Alexandre Magno e de Bento XVI

2.330 anos depois, Bento XVI faz aos jovens outros três pedido

Não sei se o amigo leitor já pensou nos três últimos desejos que terá na hora da morte. Se não pensou, podemos, por enquanto, conhecer quais eram os de Alexandre Magno, por muitos considerado um dos grandes líderes da humanidade.

Nascido no dia 21 de julho de 356, em Pella, e falecido com 33 anos, em 323, em Ba-bilônia, o mais célebre conquistador do mundo antigo teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei da Macedônia aos vinte anos, após o assassinato de seu pai, Felipe.

Não é preciso falar de seus feitos militares: seria como jogar água ao mar. Conquistou um império que ia dos Bálcãs à Índia, o maior e mais rico da antiguidade. Em sua breve existência – e mais breve ainda carreira militar – não perdeu nenhuma batalha, a não ser a última, da vida. E quem o derrotou foi um insignificante mosquito, que o picou e lhe impingiu uma febre que o levou, em poucos dias, à sepultura.

Conta-se que, à beira da morte, Alexandre teria convocado seus generais para lhes fazer três pedidos: 1. Que seu caixão fosse transportado pelos melhores médicos da época. 2. Que todos os tesouros conquistados (ouro, prata, pedras preciosas, etc.) fossem espalhados ao longo do percurso, até o seu túmulo. 3. Que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, à vista de todos, balançando no ar. Admirado com desejos tão insólitos, um dos seus generais lhe perguntou o que queria dizer com isso. Ao que, Alexandre respondeu:

1. Quero que os médicos carreguem o meu caixão para demonstrar que eles não têm poder sobre a morte. 2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que todos entendam que os bens materiais aqui conquistados, aqui também permanecem. 3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que se veja que, de mãos vazias viemos ao mundo, e de mãos vazias partimos.
Aproximadamente 2.330 anos depois, no dia 18 de julho de 2008, em Sydney, onde participava da Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI pediu aos jovens que não se deixassem enganar por três falsos deuses, os mesmos que haviam sido detectados por Alexandre Magno, em 323: «Independentemente do nome, da imagem ou da forma que lhes atribuímos, esses falsos deuses estão sempre ligados a três realidades: os bens materiais, o amor possessivo e o poder».


Detendo-se sobre cada um deles, o Papa começou pelos bens materiais: «Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, sem vestuário, sem alimento, sem uma casa. Mas, se formos glutões, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, transformaremos esses bens numa falsa divindade. Quantas vozes se levantam em nossa sociedade materialista dizendo-nos que a felicidade consiste em acumular a maior quantidade possível de bens e de objetos de luxo! Mas isso significa transformar os bens em falsas divindades. Ao invés de nos trazer a vida, eles nos levam à morte».

«Quanto ao amor – continuou o Santo Padre –, é certamente algo bom. Ele plenifica nossas carências mais profundas e, sem ele, a vida não seria digna de ser vivida. Todavia, pode-se facilmente transformar numa falsa divindade. Quantas pessoas pensam que estão amando, quando, na verdade, nada fazem senão manipular o outro, como se fosse um objeto para satisfazer as próprias necessidades! É fácil deixar-se enganar por tantas vozes que defendem um uso permissivo da sexualidade, sem qualquer consideração pela modéstia, pelo respeito de si mesmo e pelos valores morais que conferem qualidade às relações humanas!».

Por fim, referindo-se ao poder, o Papa o vê como um dom «dado por Deus para plasmar o mundo que nos rodeia. Utilizado de modo apropriado e responsável, ele nos permite transformar a vida das pessoas. Todas as comunidade precisam de guias capacita-dos. Como é forte, porém, a tentação de se agarrar a ele para dominar os outros e explo-rar o ambiente natural, sujeitando-os aos interesses egoístas de cada um!».

Como aconteceu para Alexandre Magno – infelizmente, só na hora da morte - tam-bém para Bento XVI «o culto dos bens materiais, do amor possessivo e do poder leva as pessoas a comportar-se como se fossem Deus: pretendem o controle total, sem qualquer consideração pela sabedoria ou pelos mandamentos que Deus nos deu. É um caminho que leva à morte. Pelo contrário, adorar o único Deus verdadeiro significa reconhecer nele a fonte de tudo o que é bem, confiando-nos a Ele, abrindo-nos à força regeneradora de sua graça e obedecendo a seus mandamentos: este é o caminho de quem escolhe a vida».

Dom Redovino Rizzardo, cs
domredovino@terra.com.br

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Pós-Noviciado - Nossos vizinhos

Se há alguém que pensa que a profissão dos primeiros votos de pobreza, castidade e obediência, na Congregação Salesiana, são suficientes para um bom preparo para ser e viver como Salesiano no mundo, sem mais precisar de processos formativos, sinto informar que tal religioso está tremendamente enganado. O noviciado é muito importante, um período de muito aprendizado e crescimento, mas ele não esgota tudo, ainda há um longo processo a ser percorrido, que se prolonga ao longo da vida de consagrado. E para os neo-professos, a nova etapa chama-se “pós-noviciado”!
O artigo 114 das Constituições Salesianas, referente à fase do pós-noviciado diz: “O aprofundamento da vida de fé e do espírito de Dom Bosco, e uma adequada preparação filosófica, pedagógica e catequética em diálogo com a cultura, orientam o jovem irmão a integrar progressivamente fé, cultura e vida.” Isso exige dos candidatos um maior espírito crítico, de responsabilidade, autodisciplina e organização. E justamente por se esperar isso desses formandos é que no pós-noviciado não tem mais o “assistente”, o tirocinante responsável.
A dimensão intelectual ganha destaque nessa etapa formativa. É exigido um grande leque de habilidades a serem desenvolvidas pelos Salesianos que “acabaram de sair do forno”, como a identidade pessoal conforme o seguimento de Cristo, a fé, a vocação salesiana, a competência intelectual – cultural – profissional, a progressiva participação da missão salesiana.
Aqui na Inspetoria de São Paulo, o pós-noviciado situa-se na cidade de Lorena, vizinha à comunidade do pré-noviciado, que torna o ambiente salesiano mais rico. Cursamos a Filosofia no UNISAL e ainda temos: formação semanal com o diretor (Pe. Roque), aulas de Italiano com o Pe. Trajano, formação pastoral com o Pe. Antonio Ramos, acompanhamento psicológico com a Rosana Miranda e trabalho pastoral aos finais de semana nos oratórios.
Nossa comunidade é formada por oito pós-noviços (cinco do primeiro ano e três do segundo); o diretor Pe. Roque; o Pe. Trajano e o tirocinante Paulo César, responsáveis pelo PROVIM; e pelo Ir. Ófenis, que está em tratamento de saúde. Vivemos para que Dom Bosco se faça presente no mundo hoje e o amor de Deus se espalhe na terra, principalmente por intermédio do contato com os jovens.

Samir Augusto Biaggi
pós-noviço salesiano

domingo, 12 de setembro de 2010

Oratórios na piscina



''Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação''. Dom Bosco

No dia 12 de setembro, os Oratórios: São José (Campinho), N. S. Aparecida (Jd. Novo Horizonte) e São Luiz (Centro), estiveram presentes no colégio São Joaquim para um dia de confraternização entre os oratórios. O dia iniciou com a missa no Oratório São Luis, presidida pelo Pe. Paulo Manoel, em seguida tivemos um café da manhã, bom-dia na Capela Azul, esportes na quadra do São Joaquim, brincadeiras no pré e pós noviciado e piscina assistida pelo bombeiro Juliano. No periodo da tarde após o almoço, o jovens puderam participar de atividades dirigidas e muita mais piscina, finalizando com o boa-tarde e um delicioso café. Foi um dia de muita alegria onde os jovens dos oratorianos conheceram e fizeram novas amizadas e encontrar com Jesus Cristo nos momentos de oração.

Juntos com Dom Bosco.

Eraclides e Luis Gustavo (Oratório São Luiz)
Luís Felipe e Ronaldo (Oratório N. S. Aparecida e Oratório São José)

sábado, 4 de setembro de 2010

Pe. Lages 102 anos

Padre Antonio Lages Magalhães, consagrou sua vida a Cristo como sacerdote na congregação dos Salesianos de Dom Bosco, e no dia 4 de setembro ele comemorou seu aniversário de 102 anos. Com muita alegria e dentro de suas limitações recebeu o cumprimentos dos familiares e amigos. Os pré-noviços estiveram presentes.
Segundo seu secretário, padre Lages é o salesiano mais velho do CONESUL.
Parabéns Pe. Lages!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010