Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO !


A equipe do BLOG do Pré-Noviciado 2011 deseja um ano novo repleto de alegrias e bençãos.

Que Jesus Cristo ilumine nossas ações nos tornando mais irmãos afim de que possamos ser

mais verdadeiros, justos e fraternos construindo assim um mundo de Paz !



Chegamos ao fim deste ano com 31.066 acessos, que este número reflita o nosso desejo de fazer

chegar aos internautas a mensagem de vida e esperança semeada por Cristo Jesus !






Que Deus os abençoe !

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um santo e feliz natal...



E o Natal do Senhor chegou e sempre está repleto de significado para as nossas vidas. É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos Corações.


Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a Paz e a Harmonia. O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma Festa Maior, a Festa do Nascimento de Cristo dentro de seu Coração!

Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra “Amor”, que traga raios de Luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu Coração a cada dia, fazendo que você Viva Sempre com Muita Felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais Santa e Feliz. Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente Santos e Felizes! Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovações e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante. Todo Ano Novo é hora de renascer, de reflorescer, de viver de novo.


Que a Luz do Menino Jesus os ilumine, e que esta mesma Luz, nos guie no ano de 2012.

Um Santo e Feliz Natal é o que desejamos com todo carinho!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CARTA MORTUÁRIA Pe. ANTONIO LAGES DE MAGALHÃES


Pe. ANTONIO LAGES DE MAGALHÃES * 1908 + 2011

Comunidade São Joaquim


O velho mestre... este epíteto sintetiza a vida do Padre Lages, estando impregnado de carinho, respeito e veneração, expressando tudo o que ele foi, fez e realizou. A longa vida deste salesiano possui traços que falam por si. Amou sua terra natal e sua família com ufanismo e orgulho.

Amou sua Igreja com paixão de discípulo e a dom Bosco como afeto filial. Esses diversos amores entrelaçados se unificavam num único e absoluto amor: Deus. Padre Lages foi antes de tudo um arauto de Deus para seus familiares, alunos e ex-alunos e seus acompanhantes aos quais não deixava de ensinar um pouco de tudo: valores morais, línguas, ciências, religião... tendo confidenciado em certa ocasião: Deus me limitou a visão, talvez por um desígnio de sua providência, para que, enxergando pouco, eu pudesse ter jovens ao meu redor para educá-los.

Padre Lages foi o homem de conversas agradáveis e zeloso guardião da língua pátria. Nenhum deslize lhe escapava. Sua delicadeza no trato era tal que não dizia que se tinha cometido um erro gramatical, mas, um equivoco. Ancião, vibrava com os novos empreendimentos pastorais, educacionais e religiosos da congregação. Não deixava passar em branco e sem comemoração as vitórias do seu time de coração, o São Paulo, comparecendo ao refeitório com a camisa ou o boné do time.

Aos 101 anos ainda estava preocupado em escrever algo para a juventude. Seus acompanhantes comentam que no meio da madrugada os chama para ditar uma trova, pois o estro continuava mordiscando o ancião, agora mais que centenário, como afirmou no seu ultimo livro, Cinqüenta trovas de um trovador centenário.

A vida do padre Lages foi marcada por convicções profundas, adesão incondicional a Deus, amor filial a Dom Bosco e zelo pela salvação da juventude. Ele faz parte daquele seleto grupo de patriarcas que encarnaram em suas vidas de forma límpida os mais profundos ideais que Deus inspirou ao nosso fundador, Dom Bosco, e do qual foi fiel discípulo e intérprete.

Padre Mário Bonatti, que escreveu esta carta mortuária, conviveu e manteve sólida amizade com Padre Lages por décadas. Nosso muito obrigado pela sua imediata anuência à proposta de redigir essa carta partilhando traços da vida do velho mestre. P. Dilson Passos Júnior – sdb

Diretor

Após a celebração dos seus 102 anos, o P. Antônio Lages de Magalhães vinha decaindo fisicamente embora permanecesse sempre muito lúcido de mente. Acabou ficando de cama a maior parte do tempo. Levantava-se às vezes para as refeições e para a missa e comunhão diária. Depois não se levantou mais e terminou sendo internado na Santa Casa Misericórdia de Lorena onde, veio a falecer.

Às 19 horas do dia 8 de fevereiro de 2011 chegou a triste notícia do falecimento do P. Lages, membro desta comunidade que permaneceu em vigília de oração. Foi um momento de profundo sentimento, reconhecimento e gratidão, pelo dom da vida deste grande salesiano. A missa de corpo presente ocorreu às 14 horas, com a presença de 25 sacerdotes da inspetoria e da diocese de Lorena, três bispos, os salesianos, cooperadores salesianos, ex-alunos e muitos fiéis.

Morreu um grande salesiano, um educador estilo Dom Bosco, um santo sacerdote. Até o fim gostava de fazer o que lhe era possível, tudo sempre bem feito. Influenciou e continuará influenciando muitas gerações de salesianos e ex-alunos com seu exemplo e atitude.

A Comunidade Salesiana São Joaquim de Lorena SP, Brasil, fundada em 1890, expressa sua gratidão a Deus e elaborou uma síntese da vida do P. Lages para levar aos salesianos da Inspetoria de São Paulo, às casas salesianas do Brasil e às sedes inspetoriais da congregação salesiana.

Síntese de uma vida de 102 anos

O P. António Lages de Magalhães nasceu em Apiaí, estado de São Paulo, a 4 de setembro de 1908. Era filho primogênito de Elias Magalhães e Ezídia Martins de Magalhães. Tinha 8 irmãos e irmãs, Elias, Etelvina, Eloísa, Carlos, Gilberta, Dýmpna, Georgina e Edgar.

Estudou no Liceu Coração de Jesus em São Paulo de 1918 a 1921. Foi colega do médico Zeferino Vaz, um dos fundadores da UNICAMP. No início diz ele, pensava em ser médico mas,o ambiente salesiano me envolveu totalmente; ninguém me convidou para ser padre; eu mesmo fui sentindo esse desejo e, em 1922, fui transferido para o aspirantado de Lavrinhas, SP, onde terminei o curso ginasial, fiz o noviciado e a primeira profissão religiosa em 1925. A seguir fiz ali o curso de Filosofia e o estágio pedagógico chamado, na linguagem salesiana, de assistência.

De Lavrinhas, em outubro de 1929 fui enviado para estudar Teologia em Turim, na Itália, onde encontrei estudantes do mundo inteiro. Depois de dois anos, a conselho médico, tive que voltar para o Brasil onde continuei os estudos teológicos no Instituto Pio XI, em São Paulo que naquele ano se abrira na Chácara Santa Terezinha. Fui ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1933 em Niterói, estado de Rio de Janeiro onde o primeiro colégio salesiano do Brasil, o Colégio Santa Rosa celebrava 50 anos de fundação.

No colégio de Niterói trabalhei, continua P. Lages, sete anos (1931 – 1940). De lá fui transferido para Cachoeira do Campo onde fiquei de 1941 a 1945 e de lá passei a trabalhar em Ponte Nova, também Minas Gerais de 1946 a 1948. Quando se criou a Inspetoria Salesiana São João Bosco, desmembrada de São Paulo, optei por retornar à minha inspetoria de origem e fui transferido para São Paulo, no Liceu Coração de Jesus onde permaneci por dois anos (1949 – 1950), sempre como diretor de estudos. Em 1951 vim para Lorena, (1951) onde se preparava o início da Faculdade Salesiana de Filosofia Ciências e Letras, ia parte de seu corpo docente na condição de professor na área da Língua Portuguesa. Ali permaneci até o fim da minha vida, aqui vivi muito feliz durante 60 anos sempre como professor e presença salesiana no meio dos alunos da faculdade e do Colégio São Joaquim. A cidade concedeu-me o título de cidadão honorário.

P. Antonio Lages de Magalhães usou em seus escritos muitas vezes o nome de Brasílio Marajá. Com este nome queria significar que ele era brasileiro e com o nome “marajá” queria dizer que era bem brasileiro como a palmeira com este nome. Outro nome que os seus alunos usavam carinhosamente era velho mestre. Ele mesmo criou o nome e acabou sendo assumido por outros.

P. Lages disse que se via como salesiano educador, professor. Ensinava sempre, na sala de aula e na vida. Com delicadeza, ensinava e corrigia tanto Algum erro na língua portuguesa como as normas de educação e a etiqueta. Não admitia que se lesse à mesa nem se levassem problemas para lá. Sempre usou a língua portuguesa, que conhecia profundamente na teoria e na prática, não só para ensinar a língua padrão do Brasil mas para ensinar os alunos a se expressarem bem, com clareza e corretamente.Preparou, durante meses, gerações de missionários argentinos e uruguaios que aprenderam a língua portuguesa antes de partirem para Angola. Lecionou também Inglês e Francês.

Foi escritor de alguns livros e numerosos artigos que publicou nos jornaizinhos que criou e manteve em todos os colégios por onde passou: Folha Colegial em Niterói, Voz do Ginásio em Cachoeira do Campo, Folinha do Colégio em Ponte Nova, O Liceu em São Paulo e Ecos do São Joaquim em Lorena. Produziu as seguintes obras: Florilégio Nacional (2 vol.), Quarto Livro de Leitura, Gentílicos, Boa Linguagem, Dom Bosco – Traços Biográficos, Meu jovem Amigo onde recolheu em síntese algumas de suas celebres boas noites nos internatos onde trabalhou. Traduziu de outras línguas diversas peças de teatro na coleção mensal denominada “Leituras Católicas”: Noturno da meia noite, As bolachas, Vida colegial, Às margens do Rio Azul, Fragata negra, As grandes palavras velhas. Traduziu do italiano também um texto de estudo bíblico chamado Israel. Ultimamente o P. Lages passou a escrever trovas onde sempre obteve ótima classificação na União Brasileira de Trovadores, sessão de Taubaté SP. Da seleção dessas trovas nasceram dois pequenos livros: Um ancião trova e 50 novas trovas de um trovador de 100 Anos.

Em seus livros, no falar cotidiano, nos discursos, nos sermões, e em tudo o que comunicava, P. Lages desenvolveu um estilo breve, sintético, limitado ao necessário. Suas missas também eram assim, breves mas muito dignas e piedosas. Esse era seu estilo, sua marca registrada. Será por isso que escreveu tantas trovas bonitas e cheias de conteúdo? Um exemplo: Porque tanto ódio e sangue? / Quando, meu Jesus, farás/ que o mundo, chagado, exangue,/ desfrute o sabor da Paz? Assim ele escreve um momento trágico de sua vida, em 1936:

Eu não gosto da tristeza. É má e nociva. Tenho-lhe raiva e movo-lhe guerra. Mas às vezes... às vezes...Era o 1º de janeiro. Dia aniversário do papai. Que festa e que reboliço! Às alegrias do Natal que se iam retraindo suavemente, acompanhadas dos sorrisos divinais de Deus-criança, às ruidosas despedidas do Ano Velho,abrindo as alas verdes no Novo que surgia galanteador, a essas alegrias juntava-se a doçura inefável do aniversário de papai... Ah! Que festa! Que encanto! Flores, enfeites e colgaduras não eram nada, ou eram simplesmente uma graciosa moldura para enquadrar o nosso mais fino e mais feliz amor. Que festa naqueles almoços e jantares de 1º de janeiro! Que rítimo novo no pulsar de nossos corações. Num dia assim, – já lá vai muito tempo – eu recebi um telegrama. – Detesto os telegramas! Papai morrera. Morrera, não; mataram-no. Era o dia 1º de janeiro... Ali, porém, não terminei a refeição... Quando de mim dei fé, estava fugido, no quarto, com a cabeça entre as mãos, chorando.Chorando... fazia tanto tempo que eu não chorava. Eram lágrimas de saudade e de carinho ainda. Preito de amor filial. Era o coração a pulsar ao ritmo antigo, recordando os primeiros de janeiro de outrora...

P. Lages nunca exerceu cargo de direção. Foi sempre professor e “conselheiro”, responsável pelos estudos e pela disciplina. Foi sobretudo a presença salesiana contínua entre os alunos. Quando, em 1971, fechou o internato do Colégio São Joaquim de Lorena, o P. Lages foi visto triste pelos pórticos daquela casa salesiana. Era um homem extremamente educado, de fino no trato com as pessoas mas também rigoroso e exigente quando necessário. Cobrava e exigia sempre que achava que era bom para o crescimento dos jovens.

Essa presença carinhosa entre seus alunos deixou neles marcas e amizades profundas. Muitas vezes os seus ex-alunos que passavam pela Rodovia Presidente Dutra entravam em Lorena para visitar o “velho mestre”. Na vida de comunidade nunca falava de seus problemas nem de achaques de saúde. Era um salesiano educador fantástico, preocupado com a qualidade do que fazia. Era, como Dom Bosco, amigo, criativo, original nas boas noites dos alunos internos, que ele dava sempre aos domingos antes do cinema. Criou um personagem que ficou celebre chamado Brederodes. Este era um aluno interno do colégio que recebia cartas de sua mãe, dona Sinforosa, de sua irmã Medeia e da professora Filistroca.

P. Lages manteve também sempre profundas ligações de carinho e comunicação com seus familiares, irmãos e sobrinhos. Lembrava sempre nos aniversários. Eles, retribuíam as delicadezas com visitas frequentes, sobretudo no aniversário.

Sua saúde foi sempre precária mas cuidava dela com carinho. A partir de 1990, após um derrame na retina, foi ficando quase cego e sempre mais surdo, mas sempre lúcido, muito lúcido. Acompanhava a vida da comunidade, os noticiários da TV Canção Nova, as notícias da Congregação Salesiana e da Igreja. Fazia suas refeições com a comunidade do pré-noviciado até os últimos anos de vida. Seu olfato era muito agudo, captava os mais diluídos cheiros do ambiente. Comia, sempre comeu pouco. Como um passarinho. Ou dois! Por muito tempo no café da manhã tomou um chá preto e algumas bolachas. Tinha inscrita, porém, no seu DNA a longevidade. Sua mãe Ezídia faleceu aos 97 anos de idade. Dois irmãos e quase todas as irmãs, viveram mais de 90 anos.

Testemunhos

Agradecemos aos salesianos da inspetoria e quantos enviaram seu depoimento sobre o P. Lages revelando como era querido de tanta gente, esta grande figura humana e salesiana que ele foi.

Escreve P. Justo E. Piccinini: Convivi com o P. Lages quatro anos como padre.ELE ERA UM HOMEM DE DEUS. Alimentava uma união profunda com Deus em todos os momentos de sua vida; basta lembrar a sua constante preocupação em celebrar a Santa Missa para o povo e como se preparava com dedicação. Notava-se essa sua intima união com Deus através das conversas que mantínhamos no dia a dia através da convivência e participação na vida da comunidade.ELE ERA UM HOMEM SÁBIO. Creio que todos os que se aproximavam do P. Lages notavam a sua sabedoria. Não só no conhecimento das ciências mas no bem conduzir a sua vida... Um homem sempre atento às mudanças e aberto a elas sem se deixar abater ou viver resmungando. Apesar da idade acompanhou o avanço do pensamento e das ideias que rodavam o mundo.

ERA UM HOMEM PROFUNDAMENTE SALESIANO. Quem de nós não se lembra do profundo amor do P. Lages para com Dom Bosco? Amor expressado na sua dedicação no trabalho de ensinar e formar as pessoas para a construção de um mundo melhor, nos seus escritos sobre Dom Bosco,no Jornalzinho "Ecos do São Joaquim". Através dele difundiu para os pais, alunos e ex-alunos o amor para com Dom Bosco, Pai e Mestre dos jovens. Dizia publicamente muitas e muitas vezes da sua alegria de ser Salesiano,Filho de Dom Bosco. P. LAGES ERA UM HOMEM EXIGENTE, JUSTO, CORRETO E MUITO BONDOSO. Nos anos em que convivi com o P. Lages sempre o vi como um homem muito correto no que fazia e propunha para os outros, muito exigente, mas sempre justo. A sua exigência sempre vinha marcada pelo desejo de fazer a pessoa crescer, ter uma boa formação, fazer as coisas corretamente.

ERA UM HOMEM FELIZ. A grande lição de vida que me deixou foi a de que ele se sentia feliz, era uma pessoa feliz. Feliz por ser professor, feliz por ser padre, feliz por ser educador e muito feliz por ser salesiano. Junto de pessoas assim e gente procura construir também o próprio caminho de felicidade. Dificuldades sempre surgem, me disse ele um dia, mas diante delas, desanimar jamais. E acrescentava: acreditar em Deus sempre.

Este é o testemunho de D. Hilário Moser SDB: Direi em poucas palavras o que ficou em mim do testemunho de vida do P. Lages. Ele era um homem fiel, no grande e no pequeno; fiel a si mesmo e à sua vocação de cristão, de salesiano e de sacerdote. Era um homem amante da perfeição, por isso exigente (no bom sentido), consigo mesmo e com os outros, com tudo o que é belo e bom. Era um homem íntegro e reto, sem obscuridades, um “verdadeiro israelita”.

Um homem culto e amante do saber, particularmente enamorado pela língua pátria, um bom professor, com algum quê de poeta. Homem gentil, educado, respeitoso, sempre pronto a acolher com fraterna alegria quem o procurasse. Um homem que fez da vida, particularmente na idade avançada com seus achaques, uma oferenda para Deus, em busca da santidade.

Sua morte deixou-nos uma herança que não se pode perder; seu legado não pode ser esquecido ou desperdiçado. O P. Lages é uma árvore frondosa da nossa Inspetoria: é preciso cuidar para que ela continue a produzir flores e frutos.

Ir. Hamilton B. Rodrigues escreveu: Meu contato com P. Lages, na época de formação, foi sempre através de alguma "boa-noite" nos dias de festa em que era convidado a falar para os formandos, sempre com muita profundidade e com grande cunho de salesianidade.

Depois fui conviver com o P Lages já como professo perpétuo (1998-2001), durante três anos em Lorena, onde pude sentir todo o seu carinho para com os Salesianos Irmãos. Sempre tinha um elogio, um agradecimento, uma citação de algum irmão que passou pela sua vida. Ainda nesta convivência aprendi muito sobre as regras gramaticais, pois todos os meus trabalhos de faculdade eram corrigidos por ele. Nesta convivência senti o carinho que demonstrava aos formandos, ao povo em geral, à nossa Inspetoria lendo e fazendo Ler. Quando ficar cego, as notícias vindas das casas salesianas ou do centro inspetorial. Algumas vezes me chamava atenção de alguma faixa ou cartaz afixado nos ambientes do UNISAL com algum erro de Português.

Quero ainda destacar as celebrações eucarísticas de todos os dias onde repasso, no final da missa, com os alunos e com o povo, o Catecismo Católico com precisas explicações.

P. Nivaldo L. Pessinatti, seu ex-inspetor, escreveu: Sempre fui um admirador incondicional do “Velho Mestre”. Seu profissionalismo, sua coerência humana e religiosa, seu inteligente e refinado humor, faziam dele uma pessoa ímpar. Nunca fez pacto com a mediocridade. Nunca desempenhou “poder” mas sempre foi cheio de autoridade.

Em sua existência não acumulou apenas longos anos, mas muita sabedoria! A congregação, a nossa Inspetoria, Lorena, o Brasil e a educação muito devem ao seu dedicado e competente trabalho. O cultivo da língua pátria foi um motivo para que ele fosse respeitado e ouvido, além de tantos outros valores cristãos. Como torcedor do São Paulo Futebol Clube que ele era, tínhamos nossas diferenças que acabavam sendo motivo de grande amizade. Sentia da parte dele um grande carinho comigo, um carinho forte, sincero e salesiano a que procurei sempre responder. Sempre me corrigiu... e me orientou e marcou para o bem. Continuaremos a ter o P. Lages muito vivo em nossa mente e coração.

A sobrinha Maria da Graça: A alma grandiosa do meu tio, padre Antônio Lages habitou por 102 anos um corpo pequeno. Diante de meus olhos de sobrinha, com grande admiração por ele, posso dizer que foi um gigante. Foi gigante na missão de padre e educador. Foi um Tio muito carinhoso.

Foi grande nos exemplos de amor, sabedoria, delicadeza e alegria que deixou para os que cruzaram seu caminho e aos que fizeram parte de sua família biológica. Foi grande quando influenciou e ajudou na construção de vidas, na formação de profissionais éticos, íntegros, conscientes. Suas palavras calaram fundo em nossos corações e seu exemplo está gravado em nossas almas. Sempre esteve presente, fisicamente ou em pensamento, nos momentos mais importantes de minha vida. Na década de 50 morávamos (papai Joaquim, mamãe, meu irmão e eu) em uma fazenda e minha infância foi povoada pelos santos e pelas histórias que chegavam através dos livros enviados por ele. Mamãe os lia à luz do lampião e nossos corações se iluminavam com os exemplos de amor vivenciados por aquelas santas criaturas.

O ex-aluno José Carlos F. Marcondes escreveu: Um grande amigo se foi. Nossa amizade perdurou por 60 anos desde que eu era aluno interno no Colégio São Joaquim. Ele fazia parte da minha família. Não havia uma só vez que, ao passar por Lorena, eu não desse uma parada para abraçá-lo.

Meus amigos todos sempre queriam saber notícias do P. Lages. Muitos deles, que foram conhecê-lo, voltaram encantados com sua cultura, seu bom humor e sua postura religiosa. Sabíamos que éramos lembrados todos os dias na missa rezada pelo querido mestre. P. Lages era muito alegre e espirituoso. Sempre que íamos visitá-lo, ele pedia para lhe contar as novidades. Quando falecia algum colega e eu voltava do enterro, passava por Lorena para lhe contar com quem eu me havia encontrado.

Hoje não tenho mais aquele amigo que rezava por mim aqui na terra, mas tenho certeza que no céu, mais perto de Deus, ele intercede por todos nós.

Tales E. Fernandes, seu secretário: Conheci o P. Lages em janeiro de 1994 e fiquei cuidando dele até o fim de sua vida em 2011. Ele já estava aposentado como professor, mas nunca deixou de ser educador. Sempre me corrigia em tudo, principalmente na Língua Portuguesa. Trabalhava muito.O padre Lages tinha muita vontade de produzir livros. Ele era sem dúvida alguma um jovem num corpo de idoso. Notava-se o seu bom humor contando algumas “piadinhas” para alegrar o ambiente.

P. Lages era sempre muito educado. Nunca falava mal das pessoas. Dizia que quando a gente não tem alguma coisa de bom pra falar de alguém, melhor era ficar em silêncio. Fazia questão sempre de agradecer os trabalhos realizados pelos salesianos, pelas cozinheiras, pelo pessoal da administração e outros. Deixou muita saudade.

Assim testenhou P. Alexandre L. Luiz de Oliveira: Tenho a alegria de testemunhar acerca do nosso querido e saudoso P. Lages. Sinto-me privilegiado por ter tido a feliz ocasião de conviver por duas vezes com ele. A primeira, quando era pré-noviço, estudante de Filosofia. Via no P. Lages duas características que me encantavam: o ser sacerdote e o ser educador! Ele vivia isto com tamanha seriedade, generosidade e fidelidade, que a mim que estava iniciando o discernimento vocacional, foi sempre uma luz no caminho. A segunda vez em que pude conviver com ele, foi quando voltei a Lorena como padre novo, nos primeiros anos de meu sacerdócio. Uma expressão muito feliz que saia sempre de seus lábios e que me enchia de alegria era quando ele dizia: “nestes anos todos, grande foi a consolação que tive de Deus!”

Convivi com o P. Lages durante mais de 50 anos como aluno e com ele professor no C. Unisal. Teria muitas coisas para contar ainda. Esta pequena biografia serve para comunicar à congregação salesiana a vida e a morte deste grande salesiano. É minha homenagem carinhosa.

A carta impressa em língua portuguesa, traduzida e enviada pela internet, em inglês e espanhol às casas salesianas onde não se fala português.

Espero que o rico material escrito que o P. Lages deixou, possa servir para uma futura biografia do grande filho de Dom Bosco.

Mais informações: www.youtube.com

Lorena, Novembro de 2011.

P. Mário Bonatti

domingo, 6 de novembro de 2011

FEST 2011 ....VINDE E VEDE !!

O FEST 2011, com o tema VINDE e VEDE, atraiu centenas de jovens das diversas presenças salesianas pelo estado de São Paulo. Foi um grande reencontro e o coroamento de um ano repleto de desafios e conquistas. A juventude Salesiana deu um show através de apresentações musicais, teatrais,esportes etc... O rosto de Dom Bosco contrastando com o de Cristo reafirmou mais ainda que o carisma salesiano está a cada dia mais vivo e presente nesta sociedade onde não raramente encontramos com inúmeros"santos de calça jeans"
























segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dia das Crianças bem animado...


Domingo, dia 16 de Outubro, cerca 75 pessoas, entre jovens e crianças de São José dos Campos, da Paróquia São

Vicente de Paulo, Comunidade Nossa Sra. das Graças, visitaram a cidade de Lorena, mais precisamente a casa de

formação do Pré-Noviciado para realizarem um passeio para comemorar o dia das crianças.

O grupo GAIIMC - Grupo de Apoio e Incentivo a Idosos e Menores Carentes- realiza ações para promover o bem estar

de comunidades carentes, promovendo Festa de Páscoa, Passeio de Dia das Crianças, e Festa de Natal, com entrega

de presentes para as crianças e cestas básicas para as famílias.


Confira o site do grupo: www.gaiimc.com






terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bicentenário, instrumentos para o caminho.

(ANS – Roma) – A preparação para a celebração do bicentenário do nascimento de D. Bosco (1815-2015) abre oficialmente o seu percurso amanhã, 16 de agosto. Um convite a conhecer melhor o santo dos jovens através da compreensão da sua experiência, pedagogia e espiritualidade.

No discurso conclusivo do Capítulo Geral 26, o Reitor Mor, pe. Pascual Chávez, indicava as perspectivas para o sexênio seguinte; uma verdadeira e própria rota de navegação estabelecida por três celebrações: 150 anos de fundação da Congregação (2009), centenário da morte de Dom Rua (2010) e o bicentenário do nascimento de Dom Bosco.

O evento que a Congregação e a Família Salesiana se preparam para celebrar teve, e continuará tendo, uma longa preparação. Várias são as iniciativas e os subsídios preparados para celebrar com profundidade de fé e autenticidade carismática o aniversário.

A peregrinação da urna de Dom Bosco

No dia 25 de abril de 2009, por ocasião da festa da Família Salesiana do Piemonte e Vale d’Aosta para os 150 anos de fundação da Congregação salesiana, o Reitor Mor benzia a urna de Dom Bosco, cópia da que se encontra na Basílica de Maria Auxiliadora; dentro há um osso do braço e a mão direita do santo.

A urna, depois de ter percorrido as obras salesianas do Lazio e depois de ter parado por um dia na Casa Geral dos Salesianos, partiu para o Chile dando início à peregrinação. Uma viagem ininterrupta através das Inspetorias e as obras das Regiões da América do Sul, Interamérica, Ásia Leste-Oceania e, atualmente, Ásia Sul. Em todos os lugares a urna foi acolhida com entusiasmo e profundidade de fé superando, em alguns casos, as expectativas dos próprios salesianos.

Inumeráveis foram as homenagens de multidões e de autoridades religiosas e civis a Dom Bosco tornado presente pelas suas relíquias. Ao longo da viagem, a grande urna foi substituída por uma menor e mais leve e, em algumas localidades, por uma estátua do santo.

As celebrações do 150° da Congregação e do centenário de Dom Rua

O 150° da fundação da Congregação salesiana e o centenário da morte de Dom Rua favoreceram não somente a recuperação da memória histórica de acontecimentos e pessoas, mas sobretudo a recuperação dos temas e valores típicos da tradição e do carisma salesiano: o protagonismo juvenil, a indivisível união entre a imanência da história e a transcendência evangélica e entre evangelização e educação, a prioridade para os mais necessitados, a capacidade de envolver outras realidade para a salvação dos jovens.

A carta de 31 de janeiro de 2011

Por ocasião da festa litúrgica de Dom Bosco, o Reitor Mor enviou aos Salesianos uma carta propondo-lhes um caminho de preparação à celebração do 2015. Três etapas, uma por ano, para conhecer melhor Dom Bosco e “Assim poderemos reencontrar a origem do nosso carisma, a finalidade da nossa missão, o futuro da nossa Congregação” (ACG 394).

O mesmo percurso foi proposto à Família Salesiana através da tradicional Estreia.

Subsídios

Nas semanas passadas, o Dicastério para a Comunicação Social propôs, graças à colaboração do “Don Bosco Institute of Communication Arts” (DBICA) de Chennai, um projeto gráfico composto por uma tríplice logomarca e pôster. Estes materiais estão disponíveis no site www.sdb.org ; ultimamente foi incluído um clipe vídeo, realizado com a produção de Missioni Don Bosco e a colaboração de Eurofilm.

Fonte: www.infoans.org (Agência Info Salesiana).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conheça nossa história!


Conheça um pouco mais de como os "Salesianos de Dom Bosco", iniciaram sua obra, como se deu a vida de seu fundador, e qual é o estilo de nosso trabalho!

CLICK AQUI

sábado, 12 de março de 2011

Campanha da Fraternidade 2011

“A criação geme em dores de parto” é o lema da Campanha da Fraternidade de 2011, que tem como tema Fraternidade e a Vida no Planeta, anualmente promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da Igreja Católica Apostólica Romana. A CF quer despertar na sociedade uma leitura bíblica a partir da obra criada por Deus e deseja contribuir para que haja, na sociedade, uma maior conscientização acerca do aquecimento global. Quer, também, provocar debate sobre o papel que cada um exerce no Planeta, contribuindo para as mudanças climáticas que se verificam, atualmente. O objetivo da CF é motivar as pessoas a participarem de debates e ações que possam enfrentar o problema da poluição do Planeta e a preservação das condições favoráveis à sobrevivência e permanência das futuras gerações da terra. A CF 2011 aborda o tema do aquecimento global e das mudanças climáticas a partir da ação criadora e harmoniosa de Deus e da sua Palavra, que cria e recria para deixar ao ser humano um tesouro do qual ele deve cuidar e zelar, mas nunca destruir nem explorar de forma depredatória.

É de suma importância perceber a si mesmo como integrante de uma rede maior de relações de produção e consumo, na qual o consumo não deve ultrapassar a necessidade de cada pessoa. Assim sendo, não haverá acúmulo de bens. A própria necessidade de sobrevivência impõe ininterrupta intervenção sobre o ambiente e daí retirar toda a sua alimentação e bem-estar. Os humanos são seres de combustão. Alimentam-se de outras formas de vida para sua própria manutenção. As intervenções, contudo, podem ser diferentemente moduladas. A "pegada humana" que significa a ação de consumo ou poluição que cada pessoa exerce na terra, tem sobre o ambiente poder de ser mais pesada ou mais leve. Tudo vai depender do modo como cada um de nós está pisando na terra.

Há formas mais predatórias de organizar a vida em sociedade e há outras menos predatórias. No fundo, depende do exercício de sabedoria. Seja sábio e verifique a sua “pegada” ecológica e veja a maneira de reduzi-la para que seja um contribuinte na limpeza do planeta. A discussão é a favor da mudança de mentalidade, mas também de uma educação ambiental. Acima do debate está o comportamento de cada cidadão e isso forma um problema radical para transformar o problema em solução. A CF não dará fruto se não provocar uma consciência de que cada um de nós é parte do problema, que se deve reverter na convicção de que cada um pode pessoalmente dar o seu contributo para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e de trabalhar para hajam energias limpas.

Para que a CF tenha efeito, são propostas as seguintes ações: Viabilizar meios para a formação da consciência ambiental em relação ao problema do aquecimento global e identificar responsabilidades e implicações éticas que estejam a favor ou que estejam fora de padrões de conservação e redução; Promover a discussão sobre os problemas ambientais com foco no aquecimento global de forma científica, de forma que, ao mesmo tempo, possa ser acessível na linguagem a todas as pessoas e que elas sejam envolvidas num processo de transformação; mostrar a gravidade e a urgência dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e articular a realidade local e regional com o contexto nacional e planetário.

Enfim, o maior desafio está na tomada de consciência de que não somos os donos do Planeta nem temos o poder de usurpá-lo desmesuradamente, causando consequências irreversíveis para a geração vigente e também para as futuras gerações. Tudo será melhor quando cada pessoa começar a fazer o mapa da sua própria pegada ecológica

Fonte: www.cnbb.com

sábado, 1 de janeiro de 2011

Nova Presidenta e Novo Governador

Dilma Rousseff recebe de Lula a faixa de presidente em cerimônia no Palácio do Planalto
Dilma Rousseff posa para foto oficial com ministros do seu governo

Geraldo Alckmin chega ao Palácio dos Bandeirantes, em SP, acompanhado da mulher, Lu Alckmin


domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma Rousseff é eleita presidente da República

Dilma Rousseff vai governar o Brasil nos próximos quatro anosDilma Rousseff (PT) será a primeira mulher a governar o poder Executivo no Brasil. A candidata eleita, obteve, até o momento 56% dos votos. O anúncio foi feito, há pouco, pelo presidente do Tribunal Superior eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski. José Serra (PSDB) obteve, até agora, 44% dos votos. Até as 21h43, 99,51% haviam sido apuradas.
Os votos válidos somam 99.034.640, equivalente a 93,3%. Os votos brancos somam 2,31% e nulos 4,40%. Devido ao feriado prolongado, muitos eleitores deixaram de votar neste segundo turno. Até o momento a abstenção registrada é de 21,45%.
De acordo Lewandowski, o tempo de apuração foi recorde mundial, já que às 20h04 já se tinha o resultado.
Dilma Rousseff
Nasceu atualmente em Belo Horizonte (MG) e tem atualmente com 62 anos. É filha do búlgaro Pétar Rousseff, naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff e da brasileira Dilma Silva. A candidata casou-se duas vezes. O segundo casamento aconteceu em 1969, com o advogado Carlos de Araújo, com quem teve sua única filha, Paula.
Trajetória política
Formada em economia, ocupou os cargos de secretária da Fazenda da prefeitura de Porto Alegre (RS). Presidente da Fundação de Economia e Estatística do estado do Rio Grande do Sul e secretária de Estado de Energia, Minas e Comunicações, no mesmo estado, em dois governos: Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). Em 2003, assumiu o Ministério de Minas e Energia e, em 2005, ocupou o cargo de ministra-chefe da Casa Civil.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eleições 2010: Compromisso e Missão

No dia 03 de outubro, todos os brasileiros maiores de 16 anos são convidados a se dirigirem à sua sessão eleitoral para ajudarem a escolher os futuros governantes do país, ou seja, escolher o presidente do Brasil, o governador do Estado, os senadores da República e os deputados federais e estaduais.

Ciente da importância deste momento para a melhoria das condições de vida do povo da região, aproveito a oportunidade para fazer algumas considerações. Faço-as em base à Cartilha assinada, entre outras entidades, pelo Conselho Nacional dos Leigos do Brasil e pelas Pastorais Sociais ligadas à CNBB.

O pressuposto é de que o nosso voto “tem conseqüências para a vida do povo e para o futuro do país”. Por isso, além de votar em candidato “ficha limpa”, precisamos olhar a capacidade e as convicções do candidato. Olhar para as intenções que movem a pessoa a se apresentar como candidato e se seus princípios estão em sintonia com os princípios que orientam a minha vida. Jamais deveremos dar o nosso voto a alguém pelo simples fato de nos haver favorecido em alguma coisa ao longo da vida.

A Igreja Católica, conforme afirmação de Bento XVI, “não pode e nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política”. Por isso ela não apresenta candidatos, mas incentiva seus membros “a que se engajem na ação política e participem da vida pública, assumindo funções legislativas e administrativas que se destinam a promover, orgânica e institucionalmente, o bem comum” (Deus Caritas est, nº 28). Pede que não sucumbam à tentação de afirmar que “não adianta votar pois, todos são iguais e nada vai mudar”. A nossa história oferece bons exemplos de lutadores pela conquista da democracia. Entre os atuais candidatos existem várias pessoas idôneas que são movidas pelo real desejo de colaborar na construção de uma sociedade justa, próspera e fraterna, e que são merecedoras da nossa confiança.

Para nos ajudar a definir o voto, apontamos alguns princípios que estão na cartilha acima citada:

1. Examinar as idéias e os valores que o candidato defende.
2. Examinar os projetos do candidato e confrontar com os projetos do partido ao qual ele está filiado.
3. Votar em candidatos cujas propostas defendam a dignidade da pessoa humana e da vida. Projetos que ajudem a construir a cultura da paz, através da inclusão social e da proteção das pessoas contra as diversas formas de violência.
4. Escolher candidatos comprometidos com a diminuição do desemprego, com programas de apoio às famílias de baixa renda e com a questão ecológica.
5. Candidatos que incluem em seus programas o cuidado com a infância, o combate à prostituição infantil, a educação escolar de qualidade, os direitos dos idosos...
6. Candidatos comprometidos com a construção da sociedade plural, onde os direitos humanos sejam respeitados.

Aproveitemos os dias que nos separam do dia 03 de outubro para nos informar sobre a vida e os projetos dos candidatos, para que nosso voto seja consciente e que no futuro não precisemos nos arrepender por termos dado o nosso voto a esta ou aquela pessoa.

Dom Canísio Klaus