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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bicentenário, instrumentos para o caminho.

(ANS – Roma) – A preparação para a celebração do bicentenário do nascimento de D. Bosco (1815-2015) abre oficialmente o seu percurso amanhã, 16 de agosto. Um convite a conhecer melhor o santo dos jovens através da compreensão da sua experiência, pedagogia e espiritualidade.

No discurso conclusivo do Capítulo Geral 26, o Reitor Mor, pe. Pascual Chávez, indicava as perspectivas para o sexênio seguinte; uma verdadeira e própria rota de navegação estabelecida por três celebrações: 150 anos de fundação da Congregação (2009), centenário da morte de Dom Rua (2010) e o bicentenário do nascimento de Dom Bosco.

O evento que a Congregação e a Família Salesiana se preparam para celebrar teve, e continuará tendo, uma longa preparação. Várias são as iniciativas e os subsídios preparados para celebrar com profundidade de fé e autenticidade carismática o aniversário.

A peregrinação da urna de Dom Bosco

No dia 25 de abril de 2009, por ocasião da festa da Família Salesiana do Piemonte e Vale d’Aosta para os 150 anos de fundação da Congregação salesiana, o Reitor Mor benzia a urna de Dom Bosco, cópia da que se encontra na Basílica de Maria Auxiliadora; dentro há um osso do braço e a mão direita do santo.

A urna, depois de ter percorrido as obras salesianas do Lazio e depois de ter parado por um dia na Casa Geral dos Salesianos, partiu para o Chile dando início à peregrinação. Uma viagem ininterrupta através das Inspetorias e as obras das Regiões da América do Sul, Interamérica, Ásia Leste-Oceania e, atualmente, Ásia Sul. Em todos os lugares a urna foi acolhida com entusiasmo e profundidade de fé superando, em alguns casos, as expectativas dos próprios salesianos.

Inumeráveis foram as homenagens de multidões e de autoridades religiosas e civis a Dom Bosco tornado presente pelas suas relíquias. Ao longo da viagem, a grande urna foi substituída por uma menor e mais leve e, em algumas localidades, por uma estátua do santo.

As celebrações do 150° da Congregação e do centenário de Dom Rua

O 150° da fundação da Congregação salesiana e o centenário da morte de Dom Rua favoreceram não somente a recuperação da memória histórica de acontecimentos e pessoas, mas sobretudo a recuperação dos temas e valores típicos da tradição e do carisma salesiano: o protagonismo juvenil, a indivisível união entre a imanência da história e a transcendência evangélica e entre evangelização e educação, a prioridade para os mais necessitados, a capacidade de envolver outras realidade para a salvação dos jovens.

A carta de 31 de janeiro de 2011

Por ocasião da festa litúrgica de Dom Bosco, o Reitor Mor enviou aos Salesianos uma carta propondo-lhes um caminho de preparação à celebração do 2015. Três etapas, uma por ano, para conhecer melhor Dom Bosco e “Assim poderemos reencontrar a origem do nosso carisma, a finalidade da nossa missão, o futuro da nossa Congregação” (ACG 394).

O mesmo percurso foi proposto à Família Salesiana através da tradicional Estreia.

Subsídios

Nas semanas passadas, o Dicastério para a Comunicação Social propôs, graças à colaboração do “Don Bosco Institute of Communication Arts” (DBICA) de Chennai, um projeto gráfico composto por uma tríplice logomarca e pôster. Estes materiais estão disponíveis no site www.sdb.org ; ultimamente foi incluído um clipe vídeo, realizado com a produção de Missioni Don Bosco e a colaboração de Eurofilm.

Fonte: www.infoans.org (Agência Info Salesiana).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conheça nossa história!


Conheça um pouco mais de como os "Salesianos de Dom Bosco", iniciaram sua obra, como se deu a vida de seu fundador, e qual é o estilo de nosso trabalho!

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Os três pedidos de Alexandre Magno e de Bento XVI

2.330 anos depois, Bento XVI faz aos jovens outros três pedido

Não sei se o amigo leitor já pensou nos três últimos desejos que terá na hora da morte. Se não pensou, podemos, por enquanto, conhecer quais eram os de Alexandre Magno, por muitos considerado um dos grandes líderes da humanidade.

Nascido no dia 21 de julho de 356, em Pella, e falecido com 33 anos, em 323, em Ba-bilônia, o mais célebre conquistador do mundo antigo teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei da Macedônia aos vinte anos, após o assassinato de seu pai, Felipe.

Não é preciso falar de seus feitos militares: seria como jogar água ao mar. Conquistou um império que ia dos Bálcãs à Índia, o maior e mais rico da antiguidade. Em sua breve existência – e mais breve ainda carreira militar – não perdeu nenhuma batalha, a não ser a última, da vida. E quem o derrotou foi um insignificante mosquito, que o picou e lhe impingiu uma febre que o levou, em poucos dias, à sepultura.

Conta-se que, à beira da morte, Alexandre teria convocado seus generais para lhes fazer três pedidos: 1. Que seu caixão fosse transportado pelos melhores médicos da época. 2. Que todos os tesouros conquistados (ouro, prata, pedras preciosas, etc.) fossem espalhados ao longo do percurso, até o seu túmulo. 3. Que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, à vista de todos, balançando no ar. Admirado com desejos tão insólitos, um dos seus generais lhe perguntou o que queria dizer com isso. Ao que, Alexandre respondeu:

1. Quero que os médicos carreguem o meu caixão para demonstrar que eles não têm poder sobre a morte. 2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que todos entendam que os bens materiais aqui conquistados, aqui também permanecem. 3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que se veja que, de mãos vazias viemos ao mundo, e de mãos vazias partimos.
Aproximadamente 2.330 anos depois, no dia 18 de julho de 2008, em Sydney, onde participava da Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI pediu aos jovens que não se deixassem enganar por três falsos deuses, os mesmos que haviam sido detectados por Alexandre Magno, em 323: «Independentemente do nome, da imagem ou da forma que lhes atribuímos, esses falsos deuses estão sempre ligados a três realidades: os bens materiais, o amor possessivo e o poder».


Detendo-se sobre cada um deles, o Papa começou pelos bens materiais: «Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, sem vestuário, sem alimento, sem uma casa. Mas, se formos glutões, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, transformaremos esses bens numa falsa divindade. Quantas vozes se levantam em nossa sociedade materialista dizendo-nos que a felicidade consiste em acumular a maior quantidade possível de bens e de objetos de luxo! Mas isso significa transformar os bens em falsas divindades. Ao invés de nos trazer a vida, eles nos levam à morte».

«Quanto ao amor – continuou o Santo Padre –, é certamente algo bom. Ele plenifica nossas carências mais profundas e, sem ele, a vida não seria digna de ser vivida. Todavia, pode-se facilmente transformar numa falsa divindade. Quantas pessoas pensam que estão amando, quando, na verdade, nada fazem senão manipular o outro, como se fosse um objeto para satisfazer as próprias necessidades! É fácil deixar-se enganar por tantas vozes que defendem um uso permissivo da sexualidade, sem qualquer consideração pela modéstia, pelo respeito de si mesmo e pelos valores morais que conferem qualidade às relações humanas!».

Por fim, referindo-se ao poder, o Papa o vê como um dom «dado por Deus para plasmar o mundo que nos rodeia. Utilizado de modo apropriado e responsável, ele nos permite transformar a vida das pessoas. Todas as comunidade precisam de guias capacita-dos. Como é forte, porém, a tentação de se agarrar a ele para dominar os outros e explo-rar o ambiente natural, sujeitando-os aos interesses egoístas de cada um!».

Como aconteceu para Alexandre Magno – infelizmente, só na hora da morte - tam-bém para Bento XVI «o culto dos bens materiais, do amor possessivo e do poder leva as pessoas a comportar-se como se fossem Deus: pretendem o controle total, sem qualquer consideração pela sabedoria ou pelos mandamentos que Deus nos deu. É um caminho que leva à morte. Pelo contrário, adorar o único Deus verdadeiro significa reconhecer nele a fonte de tudo o que é bem, confiando-nos a Ele, abrindo-nos à força regeneradora de sua graça e obedecendo a seus mandamentos: este é o caminho de quem escolhe a vida».

Dom Redovino Rizzardo, cs
domredovino@terra.com.br