
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Mensagem aos pré-noviços 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Nossa Senhora Aparecida !

terça-feira, 16 de agosto de 2011
Bicentenário, instrumentos para o caminho.
(ANS – Roma) – A preparação para a celebração do bicentenário do nascimento de D. Bosco (1815-2015) abre oficialmente o seu percurso amanhã, 16 de agosto. Um convite a conhecer melhor o santo dos jovens através da compreensão da sua experiência, pedagogia e espiritualidade. No discurso conclusivo do Capítulo Geral 26, o Reitor Mor, pe. Pascual Chávez, indicava as perspectivas para o sexênio seguinte; uma verdadeira e própria rota de navegação estabelecida por três celebrações: 150 anos de fundação da Congregação (2009), centenário da morte de Dom Rua (2010) e o bicentenário do nascimento de Dom Bosco.
O evento que a Congregação e a Família Salesiana se preparam para celebrar teve, e continuará tendo, uma longa preparação. Várias são as iniciativas e os subsídios preparados para celebrar com profundidade de fé e autenticidade carismática o aniversário.
A peregrinação da urna de Dom Bosco
No dia 25 de abril de 2009, por ocasião da festa da Família Salesiana do Piemonte e Vale d’Aosta para os 150 anos de fundação da Congregação salesiana, o Reitor Mor benzia a urna de Dom Bosco, cópia da que se encontra na Basílica de Maria Auxiliadora; dentro há um osso do braço e a mão direita do santo.
A urna, depois de ter percorrido as obras salesianas do Lazio e depois de ter parado por um dia na Casa Geral dos Salesianos, partiu para o Chile dando início à peregrinação. Uma viagem ininterrupta através das Inspetorias e as obras das Regiões da América do Sul, Interamérica, Ásia Leste-Oceania e, atualmente, Ásia Sul. Em todos os lugares a urna foi acolhida com entusiasmo e profundidade de fé superando, em alguns casos, as expectativas dos próprios salesianos.
Inumeráveis foram as homenagens de multidões e de autoridades religiosas e civis a Dom Bosco tornado presente pelas suas relíquias. Ao longo da viagem, a grande urna foi substituída por uma menor e mais leve e, em algumas localidades, por uma estátua do santo.
As celebrações do 150° da Congregação e do centenário de Dom Rua
O 150° da fundação da Congregação salesiana e o centenário da morte de Dom Rua favoreceram não somente a recuperação da memória histórica de acontecimentos e pessoas, mas sobretudo a recuperação dos temas e valores típicos da tradição e do carisma salesiano: o protagonismo juvenil, a indivisível união entre a imanência da história e a transcendência evangélica e entre evangelização e educação, a prioridade para os mais necessitados, a capacidade de envolver outras realidade para a salvação dos jovens.
A carta de 31 de janeiro de 2011
Por ocasião da festa litúrgica de Dom Bosco, o Reitor Mor enviou aos Salesianos uma carta propondo-lhes um caminho de preparação à celebração do 2015. Três etapas, uma por ano, para conhecer melhor Dom Bosco e “Assim poderemos reencontrar a origem do nosso carisma, a finalidade da nossa missão, o futuro da nossa Congregação” (ACG 394).
O mesmo percurso foi proposto à Família Salesiana através da tradicional Estreia.
Subsídios
Nas semanas passadas, o Dicastério para a Comunicação Social propôs, graças à colaboração do “Don Bosco Institute of Communication Arts” (DBICA) de Chennai, um projeto gráfico composto por uma tríplice logomarca e pôster. Estes materiais estão disponíveis no site www.sdb.org ; ultimamente foi incluído um clipe vídeo, realizado com a produção de Missioni Don Bosco e a colaboração de Eurofilm.
Fonte: www.infoans.org (Agência Info Salesiana).
196 anos do nascimento de DOM BOSCO.
A abertura oficial será no Colle Don Bosco, localidade onde a aurora do dia 16 de agosto, no sítio Biglione, nasceu de Francisco Bosco e Margarida Occhiena o pequeno João Melquior
No dia 16 de manhã, por volta das 10,45 (GMT+2), o Reitor Mor, pe. Pascual Chávez, presidirá à Eucaristia. A celebração iniciará com um momento de oração e reflexão junto à relíquia do santo, conservada atrás do altar mor, na cripta da basílica.Nesta área, sobreposta à planimetria, surgia o sítio Biglione onde Francisco Bosco e sua família se alojavam até a alguns meses depois da prematura morte do chefe da família, mudando-se depois para o sítio dos Becchi, que Dom Bosco reconhecia como “A minha casa”. Biglione foi demolida depois para dar lugar a uma construção do grande templo, hoje a basílica.
Da cripta sairá depois uma procissão até a parte superior da basílica, onde haverá a celebração eucarística presidida pelo IX sucessor de Dom Bosco. Depois da homilia, os pais do salesianos do Piemonte, membros da Associação Mamãe Margarida, farão a sua consagração a Maria Auxiliadora e no fim da celebração, os salesianos presente renovarão a própria profissão.
Fonte: www.infoans.org (Agência Info Salesiana).
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Uma JMJ multimídia.
(ANS – Madri) – Segundo as últimas estimativas da Conferência Episcopal Espanhola, a Jornada Mundial da Juventude, a começar amanhã, será um evento que envolverá cerca de um milhão de jovens católicos. Mas graças ao emprego de novos instrumentos de informática e da nova mídia, muito mais são as pessoas que poderão participar “à distância”.
“As novas tecnologias não estão trocando apenas o modo de comunicar, mas a comunicação em si mesma, pelo que se pode afirmar que estamos diante de uma vasta transformação cultural”. É o que escreveu Bento XVI na mensagem para a 45ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, de janeiro passado. E na JMJ de Madri, as novas tecnologias terão um papel de primeiro plano.
Com base de iniciativa do Escritório de Comunicações Sociais da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, foi criada uma aplicação Facebook ad hoc, um análogo site web para quem não estiver inscrito no famoso network social. Deste modo todos os “peregrinos virtuais” poderão criar um “avatar” (um personagem virtual que representa a pessoa na rede internet) e assim participar digitalmente, também com a oportunidade de carregar em tempo real foto e vídeo. Será possível participar do evento enviando mensagens escritas, enquanto os mapas de Google fornecerão as imagens dos peregrinos realmente presentes e suas posições momento a momento.
O Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, com base na promoção da Conferência Episcopal Italiana, por sua vez realizou “Living World Faces”, um network social fotográfico, acessível a partir do portal Pope2you.net. Através deste projeto, os peregrinos presentes em Madri poderão enviar a todos as próprias imagens e testemunhar também aos seus amigos mais longínquos a experiência da Jornada Mundial da Juventude. As fotos recolhidas no interior do portal comporão um mosaico que formará a imagem do papa Bento XVI.
Sempre no Facebook está ativada a página oficial do evento, disponível em 21 línguas diversas,, e no seu YouTube e está presente dedicado ao evento que já recebeu mais de 1.200.000 visualizações.
Entre as iniciativas interessantes se assinale também uma nova aplicação para iPhone, iPod, iPad, denominada iGPII e apresentada poucos dias atrás à Santa Sé. Realizada em cinco línguas (italiano, francês, inglês, espanhol, português) pela Futurtech & Adv Production a pedido da Fundação João Paulo II para a Juventude, permite seguir o evento fornecendo o programa da JMJ, vários aprofundamentos, as iniciativas realizadas e dando também informações logísticas como tráfego, alimentação, e alojamento disponíveis...
Entre as outras iniciativas interessantes, se assinala também uma. Não faltarão, pois as contribuições das mídias mais tradicionais. Ao evento de Madri estará totalmente dedicado também uma TV, on-line, e uma rádio; 5.000, no total, os jornalistas esperados.
A estas iniciativas se ajunta o site www.donbosco2011.com, aprontado pelo Movimento Juvenil Salesiano da Espanha que, já há alguns meses, está informando e coordenando a presença salesiana na JMJ, e as TV dirigidas do 17 de agosto no Telepace (canal por satélite) e em streaming no www.missionidonbosco2001.
Fonte: www.infoans.org (Agência Info Salesiana).
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Beato Augusto Czartoryski

Nasceu em Paris (França), a 2 de Agosto de 1858. De linhagem nobre, filho do Príncipe Ladislau e da Princesa Maria Amparo (filha da Rainha da Espanha Maria Cristina), do exílio francês procurava restabelecer a unidade da sua pátria polaca, mas os desígnios de Deus para ele eram outros. De saúde sempre frágil, depressa compreendeu que não tinha nascido para a vida abastada da corte.
Um momento decisivo foi o seu encontro com Dom Bosco, em quem identificou o pai da sua alma e o juiz do seu porvir. No jovem Augusto a vocação à vida religiosa esclarecia-se cada vez mais, e o Santo educador passou a ser um ponto de referência no seu discernimento vocacional.
Assim, renunciando a todos os seus direitos em favor dos irmãos, no dia 24 de Novembro de 1887 recebeu o hábito talar na Basílica de Maria Auxiliadora, das mãos de Dom Bosco, que faleceria dois meses depois.
Os seus restos mortais foram transladados para a Polónia e sepultados no túmulo de família, na cripta paroquial de Sieniawa, onde Augusto tinha recebido a primeira Comunhão e, em seguida, para a igreja salesiana de Przemysl, onde jazem até hoje.
Fonte: http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040425_czartoryski_po.html
sexta-feira, 20 de maio de 2011
São Leonardo Murialdo
SÃO LEONARDO MURIALDO
1828-1900
Leonardo Murialdo nasceu em Turim, Itália, no dia 26 de outubro de 1828, oitavo filho de uma família de elevado nível social e econômico. Órfão de pai com apenas 4 anos, recebeu ótima educação cristã no colégio dos escolápios, em Savona.
Na juventude, atravessou uma profunda crise espiritual que o levaria à conversão e à descoberta da vocação sacerdotal. Começou em Turim os estudos de filosofia e teologia. Ao mesmo tempo, trabalhava no Oratório do Anjo da Guarda, dirigido pelo primo padre Roberto Murialdo. Graças a essa colaboração, tocou com suas mãos os problemas da juventude de Turim: meninos de rua, presos, limpadores de chaminés, garçons de bar...
Em 1851 foi ordenado sacerdote. Começou a trabalhar em estreito contato com o padre Cafasso e com Dom Bosco, que lhe entregou - e ele aceitou - a direção do Oratório São Luís. Leonardo respirava o Sistema Preventivo, encarnou-o e o aplicou em todas as suas futuras obras educativas.
Em 1866 assumiu a direção do Colégio dos Pequenos Aprendizes de Turim, que tinha por objetivo acolher e formar humana, cristã e profissionalmente meninos pobres e abandonados. Fez muitas viagens pela Itália, pela França e pela Inglaterra para visitar instituições educativas e assistenciais, aprender, confrontar e melhorar o próprio sistema educativo.
Foi um dos promotores das primeiras bibliotecas populares católicas e da União dos Operários Católicos, da qual, por longos anos, seria o assistente eclesiástico. Em 1873, com o apoio de alguns colaboradores, fundou a Congregação de São José (Josefinos de Murialdo).
A finalidade apostólica da Congregação era a educação da juventude, especialmente da mais pobre e abandonada. Abriu oratórios, escolas profissionais, casas para jovens trabalhadores e colônias agrícolas. Aprofundou seu compromisso com as associações leigas, especialmente no campo da formação profissional dos jovens e da boa imprensa.
Seu lema era: "Fazer e calar". Foi homem espiritual e de oração, contemplativo na ação, como Dom Bosco. Em 1884 manifestaram-se diversos sintomas de broncopneumonia. Dom Bosco foi levar-lhe sua bênção. Apesar da saúde fragilizada, viveu até 30 de março de 1900.
A perda do pai em tenra idade inspirou também Leonardo a ser pai e guia dos jovens que Deus lhe confiava. A vida, o estilo e a obra o colocam ao lado do seu amigo e modelo São João Bosco.
PAULO VI BEATIFICOU-O EM 3 DE NOVEMBRO DE 1963
CANONIZOU-O EM 3 DE MAIO DE 1970.
FONTE: www.sdb.org
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Madre Mazzarelo

A vida e a morte de Mazzarello são triunfos de um caminhar pela existência fazendo o bem. “Façamos o bem enquanto temos tempo”.
A essa mulher, a primeira em bondade, simplicidade e audácia trazemos sempre na memória do coração:
Alguma vez e sempre, um toque, um simples gesto. Sem pensar, sem projetar...
Uma mulher simples, uma sábia mulher
Teceu no coração um amor profundo, infinito.
Um amor que rasgou o seu coração e lançou no olhar das meninas,
a graça e a beleza de ser de Deus.
Maria Mazzarello arriscou e o Deus que a guiava a gerenciou: é preciso construir...
Não sei como, mas Deus indicará o caminho.
É preciso construir uma palavra sábia um saber esperar.
E o famoso encontro aconteceu entre Maria Mazzarello e Dom Bosco. E do coração dela veio a grande verdade; “Dom Bosco é um santo, eu o sinto.” Realmente, foi o encontro de dois santos com o mesmo amor: o bem da juventude!
Irmã Silvania Cássia, fma
(Tia do Noviço Thiaguinho)
sábado, 7 de maio de 2011
São Domingos Sávio
São Domingos Sávio: o mais jovem santo não mártir da Igreja
Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro, alcançando a heroicidade das virtudes
Plinio Maria Solimeo |
O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo.
Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842.
Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”
Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio.
Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.
Seu programa de vida: “Antes morrer que pecar”
Chegado o tempo de aprender as primeiras letras, “como estava dotado de muito engenho, e era muito diligente no cumprimento de seus deveres, fez em breve tempo notáveis progressos nos estudos”.
Evitava todos os meninos arruaceiros e só estabelecia amizade com os de boa conduta.
Domingos confessava-se freqüentemente. Tão logo soube distinguir entre “o pão celestial e o terreno”, foi admitido à Primeira Comunhão, aos sete anos, quando na época a idade mínima para tal era 12 anos.
Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados nesse dia:
“Propósitos que eu, Domingos Sávio, me propus no ano de 1849, quando fiz a Primeira Comunhão, aos 7 anos de idade:
1o. Confessar-me-ei muito amiúde e receberei a Sagrada Comunhão sempre que o confessor me permita;
2o. Quero santificar os dias de festa;
3o. Meus amigos serão Jesus e Maria;
4o. Antes morrer que pecar.
Este último propósito, feito por um menino de tão tenra idade, mostra a que ponto haviam chegado sua precoce maturidade e sua virtude. Tornou-se ele seu programa de vida. Quantos meninos de 7 anos, hoje em dia, teriam semelhante propósito, sobretudo depois de terem sido massacrados por aulas da chamada “educação sexual”?
Calado, sofre injustiça por amor de Deus
Terminado o primário em Mondonio, para onde se havia mudado, Domingos tinha que ir até Castelnuovo duas vezes por dia, ida e volta, o que representava uma caminhada de quase 20 quilômetros diários. Para um menino de 10 anos, e franzino de compleição, era um esforço grande. Mas, movido pelo desejo de estudar para abraçar o sacerdócio, fazia alegremente o sacrifício.
Domingos, por sua inteligência e aplicação, obteve sempre o primeiro lugar na classe, além de outras distinções por seu bom comportamento e pelo cumprimento dos deveres.
Determinado dia, alguns colegas seus encheram de pedras a estufa da classe. Era uma grave falta de disciplina, que merecia como penalidade a expulsão dos infratores. Estes, porém, acusaram Domingos Sávio de ter sido o autor do ato. O mestre, um sacerdote, embora duvidando, teve que ceder ante as evidências que lhe apresentavam. Chamou Domingos, mandou-o ajoelhar-se na frente da classe, e diante de todos os seus colegas passou-lhe um pito, dizendo que só não o expulsava por ter sido sua primeira falta. Domingos abaixou a cabeça e nada disse.
No dia seguinte, descobriu-se a verdade. O sacerdote chamou então Domingos e perguntou-lhe por que não se havia justificado. Ele disse que queria imitar Nosso Senhor, que foi acusado injustamente e não se defendeu. Além do mais, sabia que sua defesa poderia ter causado a expulsão de outros alunos. Como seria sua primeira falta, sabia que seria perdoado.
Domingos Sávio: outro São Luís Gonzaga
Em 1854, Dom Bosco foi procurado por D. Cugliero, professor de Domingos, “para falar-me de um seu aluno, digno de particular atenção por seu engenho e piedade: — ‘Aqui nesta casa (o Oratório de Dom Bosco) é possível que tenhas jovens que o igualem, mas dificilmente haverá quem o supere em talento e virtude. Observa-o, e verás que é um São Luís’”.
Nessa ocasião Dom Bosco tomou conhecimento da existência de Domingos Sávio, que contava 12 anos. Ele assim o descreve: “Era Domingos algo débil e delicado de compleição, de aspecto grave e ao mesmo tempo doce, com um não sei quê de agradável seriedade. Era afável e de aprazível condição, de humor sempre igual. Guardava constantemente na classe e fora dela, na igreja e em todas partes, tal compostura, que o mestre sentia a mais agradável impressão somente com o vê-lo e falar-lhe”.
Conhecendo melhor o novo discípulo ao longo dos anos, afirmou ainda sobre ele Dom Bosco: “Todas as virtudes que vimos brotar e crescer nele, nas diversas etapas de sua vida, aumentaram sempre maravilhosamente e cresceram juntas, sem que uma o fizesse em detrimento de outra”. Era impressionante ver a seriedade com que cumpria com os menores deveres. “No ordinário, começou a fazer-se extraordinário. [...] Aqui teve começo aquela vida exemplaríssima, aquele contínuo progresso de virtude em virtude, e aquela exatidão no cumprimento de seus deveres, que dificilmente se pode avantajar”.
Declaração de guerra: morte ao pecado mortal
A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854, ano da proclamação do dogma da Imaculada Conceição pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, ante o altar da Virgem, ele renovou seus propósitos da Primeira Comunhão e fez esta oração: “Maria, eu vos dou meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos; mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado”.
Mas não era só ao pecado mortal. Dizia: “Quero pedir muito, muito, à Santíssima Virgem e ao Senhor que me mandem antes a morte que deixar-me cair em um pecado venial contra a modéstia”.
Isso não se obtém sem uma pureza angélica. Essa virtude terá sido obtida à custa de muita oração e vigilância? Ou, conforme declarou São João Rua, seu condiscípulo no Oratório, no processo de beatificação: “Tenho a convicção de que Domingos, por singular privilégio, não estava sujeito a tentações contra a castidade”.
Desejo intensíssimo de santidade
Seis meses após a entrada de Domingos Sávio no Oratório, Dom Bosco fez aos alunos uma preleção sobre o dever que todos têm de serem santos, e a facilidade que há nisso, caso se busque em todas as coisas a vontade de Deus com toda simplicidade. Isso inflamou beneficamente Domingos Sávio, que foi procurá-lo e disse: “Quero dizer-vos que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo. Nunca teria imaginado que alguém pode chegar a ser santo com tanta facilidade; mas agora que vi que alguém pode muito bem chegar a ser santo estando sempre alegre, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo”.
Procedendo como experimentado diretor espiritual, Dom Bosco relata: “A primeira coisa que lhe aconselhei, para chegar a ser santo, foi que trabalhasse em ganhar almas para Deus, pois não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Deus na salvação das almas, pelas quais Jesus Cristo derramou até a última gota de seu preciosíssimo sangue”.
Domingos transformou esse conselho em programa de vida, tornou-se um batalhador. “Não deixava passar ocasião de dar bons conselhos e avisar a quem dissesse ou fizesse coisa contrária à santa lei de Deus”. Exclamava: “Quão feliz seria se pudesse ganhar para Deus todos os meus companheiros!”. Dizia também que gostaria muito de reunir as crianças para ensinar-lhes o catecismo. Tinha presente quantas crianças, ao chegar à idade da razão, corrompem-se moralmente e perdem suas almas. A esse propósito, observou: “Quantos pobres meninos se condenam talvez eternamente por não haver quem os instrua na fé!”
Fonte: http://www.catolicismo.com.br
Vídeo sobre a vida de São Domingos Sávio


